Com igualdade, humildade e redistribuição no discurso, petistas escondem mais de R$ 6,5 bilhões atrás dos palanques

Há um ditado, batido e sem graça, que afirma que “comunista gosta mesmo é de dinheiro”. Mas como não tomá-lo por verdade?

Enquanto bradam seus slogans revolucionários nauseantes, enaltecendo os pobres e oprimidos, demonizando os ricos opressores; enquanto cobrem-se com o guarda-chuva furado de teorias econômicas ultrapassadas e já esmigalhadas pelos testes do tempo; enquanto avançam suas teorias sociológicas marcusianas que só servem aos adolescente sedentos por popularidade e aos adultos com mentes permanentemente avariadas; enquanto apontam os dedos em riste aos empresário malígnos e exploradores; Enquanto se dizem a favor do pequeno comerciante e contrários aos grandes monopolistas.

Enquanto tudo isso aparece no púlpito, o que é deixado de fora dele? A praxis petista, ao contrário do que muitos pensam, não foi um caso de boas ideias desvirtuadas por pessoas que se perderam nas garras da ganância. Os escândalos de corrupção foram planejados desde a formação do partido e, antes disso, desde os teóricos hegelianos, em especial Karl Marx.

Mas não é preciso ir atrás de nenhum documento histórico obscuro para entender isso. Enquanto o enfadonho discurso se desenrola pelos recintos, nos bastidores não é o pequeno empresário, o dono do Bar do Bigode, o cortejado pelos burocratas abnegados. Mas os donos das maiores empresas do país, as que passam mais próximas de um monopólio.

Se nos discursos denominam de fascista toda a oposição, é na promiscuidade hipócrita da subjugação do poder público aos interesses dos maiores empresários do país que vivem com mais força o legado pútrido de Mussolini e Vargas. Um Estado de compadrio, fazendo da população gado.

Se no púlpito falam sobre conversas com empregadas domésticas que não estarão no testamento de médicos, digladiam-se na justiça pela herança da mãe.

Se no púlpito falam em diversidade de gênero e respeito às mulheres, atrás dele falam das mulheres de grelo duro.

Se no púlpito falam em taxação de grandes fortunas, atrás deles escondem uma. R$ 6,5 bilhões é só a quantidade de bens BLOQUEADOS de petitsas pelo procurador da República, Rodrigo Janot. Quanto mais está livre?

As pessoas “honestas e democraticamente eleitas” (não interessa que suas campanhas tenham sido pagas direta ou indiretamente por dinheiro do crime), alvos de Janot, foram Lula e Dilma, os ex-ministros Antônio Palocci, Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo, Edinho Silva, a líder da bancada da chupeta e, agora, Presidente do PT Gleisi Hoffman e, ainda, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Além do bloqueio de bens, Janot determinou uma indenização de pelo menos R$ 300 milhões para reparação de danos morais e materiais “causados por suas condutas”.

Janot falou da “existência de elementos suficientes de materialidade e autoria delitivas” para caracterização de formação de organização criminosa pelos ex-presidentes e ministros.

Mas… apesar de tudo? Quem é você para se opor ao PT? Você que nunca viu uma milésima parte de um dinheirão desses? Você que paga seus impostos e tenta tocar seus pequenos negócios? Você deveria agradecê-los! Afinal de contas, suas ações não surtem qualquer efeito sobre o mercado, a concorrência ou os preços, não é mesmo? Quem é você para insultar essas almas caridosas?

Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

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