Há quem diga que os corruptos sentirão saudades de Rodrigo Janot

A nova Procuradora-Geral da República Raquel Dodge tomou posse nesta segunda-feira (18) em meio a um turbilhão de dúvidas de como será a sua atuação frente ao Ministério Público Federal.

Um encontro ‘fora de agenda’ com o presidente Michel Temer, fez pairar enorme desconfiança. O apoio que teria recebido de figuras públicas repugnantes, como Gilmar Mendes e Renan Calheiros, também foi determinante para que uma gigantesca preocupação pairasse com a ascensão de Raquel Dodge ao cargo de Procuradora Geral da República.

Porém, esses que afirmam que os corruptos sentirão saudades de Janot, sustentam que Raquel Dodge obteve tantos apoios em razão de sua extraordinária discrição, que será demonstrado que não se confunde com omissão ou subserviência e que no exercício do cargo, a tal discrição será determinante para dar ênfase a uma atuação corajosa e séria.

Numa coisa estão cobertos de razão. O passado da nova chefe do MPF é impoluto e recheado de bons serviços prestados a instituição.

É de Raquel Dodge a responsabilidade pela prisão do primeiro governador de estado corrupto, em pleno exercício do mandato. José Roberto de Arruda, então governador do Distrito Federal.

Muito antes, em 1990, Dodge teve participação decisiva na operação que investigou o esquadrão da morte comandado pelo ex-coronel e ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, no Acre.

Ademais, a nova procuradora-geral teve no pai, que também exerceu o cargo de Procurador da República, um grande exemplo de honradez. Por outro lado, tem preparo intelectual e formação acadêmica invejáveis, com mestrado em Harvard, nos Estados Unidos, a mesma escola do juiz Sérgio Moro.

Michel, Renan e Gilmar poderão se arrepender amargamente.

Vamos aguardar.

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