A ‘mulher desconhecida’: uma advogada que atuou na delação da JBS

O procurador Sidney Madruga já está demitido da função para a qual foi nomeado pela nova PGR Raquel Dodge.

Todavia, diante do imbróglio, é surpreendente perceber as ligações e o nível das conversas entre o pessoal da cúpula do Ministério Público Federal e advogados ou pessoas envolvidas em delações premiadas de grandes conglomerados, notadamente no caso da JBS e dos irmãos Batista.

Tais situações passaram a ser frequentes depois da mencionada delação.

Um procurador já foi até preso e o ex-procurador Marcelo Miller teve a casa vasculhada recentemente pela Polícia Federal, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Além do encontro do próprio Janot com o advogado da JBS, que até hoje não mereceu uma explicação convincente.

Diante desse quadro sombrio na cúpula do MPF, cheio de encontros misteriosos e inexplicáveis, sai Janot e entra Dodge.

Ato subsequente a posse de Dodge, Madruga é flagrado com uma ‘mulher desconhecida’ trocando informações confidenciais da PGR.

Descobre-se quem é a fulana. Fernanda Tórtima, advogada que atuou na delação da JBS.

Uma das frases ditas por Madruga para Tórtima, dava conta da intenção de Dodge em ‘controlar a Lava Jato'.

Isto é muito grave. A sociedade não pode permitir.

Vamos aguardar que a nova PGR honre a biografia que construiu até aqui.

Jamais poderá ser subserviente aos caprichos do poder e de Michel Temer, com quem já teve um encontro suspeito na calada da noite.

Otto Dantas

Articulista e Repórter
otto@jornaldacidadeonline.com.br

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