Renan, infame, usa uma picaretagem para tentar se livrar de outra

Para se defender de suas ações ilícitas apresentadas na primeira denúncia da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Renan Calheiros partiu para uma estratégia inusitada e absolutamente imoral.

O escândalo de corrupção acontecido em 2007, envolvendo um ‘affair’ que teve com a jornalista Mônica Veloso, está sendo utilizado como alegação de que não tinha força política para tratar da permanência do então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e assim participar de um esquema de corrupção ocorrido em 2010, envolvendo a empresa Serveng.

No caso de 2007, Renan foi acusado de ter recebido recursos do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para pagar a pensão a uma filha que teve fora do casamento com a jornalista. Em troca, o senador apresentava emendas que beneficiavam a construtora.

O senador na época, em sua defesa apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gado em Alagoas para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão.

A documentação era fria, sem nenhum lastro.

Mesmo assim, diante de toda a evidência do crime, numa evidente demonstração de força, contrariando o que diz sua defesa agora, Renan conseguiu que sua cassação fosse rejeitada pelo plenário do Senado Federal.

“É inverossímil que o denunciado, submetido a vários processos de cassação do mandato no Conselho de Ética e com os senadores pedindo insistentemente a sua renúncia à Presidência do Senado, além de problemas familiares e conjugais, tivesse força política e disposição para ‘apoiar’ qualquer pretensão de Paulo Roberto Costa”, diz a peça da defesa.
Sem dúvida, uma blasfêmia. É público e notório que há quase 30 anos, Renan surfa no cenário político nacional, proporcionando impunemente inúmeras mazelas e falcatruas.

Querer justificar o não cometimento de um crime por uma suposta ausência de força política é zombar do povo brasileiro e imaginar que os ministros que irão julgá-lo são idiotas.

No caso sob julgamento, Renan é acusado de receber, em 2010, R$ 800 mil em propinas via doações eleitorais da empresa Serveng, que foi contratada pela Petrobras. Para a Lava Jato, as doações seriam uma forma de retribuir o apoio do político à permanência de Paulo Roberto Costa como diretor da estatal responsável pela contratação da empreiteira.

da Redação

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