Zanin disse a Lula que juntada de recibos seria o ‘golpe de mestre’

A situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde o início do ‘Petrolão’, vem gradativamente piorando, ficando mais difícil e sempre mais complicada.

Difícil lidar com a Justiça, quando esta tem pessoas sérias e dispostas a alcançar a verdade e você está errado, envolto num emaranhado de falcatruas, crimes, propinas e corrupção.

A situação atual do ex-presidente é insanável. Lula está absolutamente sem saída e o seu destino cruel é questão de tempo. Quem viver verá.

É verdade que muita coisa que poderia ter sido evitada conspirou contra o ex-presidente.

O imbróglio em que se meteu o ex-senador Delcídio do Amaral é um claro exemplo. Mesmo ali, diante da gravidade da situação, Lula se mostrou e se sentiu inatingível. Ao invés de dar a mão e ser solidário, taxou o companheiro de ‘imbecíl’, jogou-o aos ‘leões’, permitiu que fosse mantido preso e não moveu um dedo para salvar o seu mandato senatorial. Virou-lhe às costas. Diferentemente do que faz hoje com Aécio, um inimigo.

A história poderia ter tido um rumo diferente se o PT naquele momento tivesse sido solidário com Delcídio.

Por outro lado, onipotente, Lula jamais imaginou que necessitasse de uma defesa profissional, gabaritada, técnica.

Entregou a responsabilidade jurídica de seus processos nas mãos do compadre, que sempre foi um advogado medíocre, e de seu genro, um sujeito engomadinho que se julgava inteligente e estrategista.

Zanin na realidade é um bobalhão. Fez tudo errado. Partiu desde o início para o confronto com o magistrado, com deselegância, ofensas gratuitas e absolutamente desnecessárias.

Pretendia que Moro o prendesse, para assim transformar a sua prisão num troféu.

Moro, impassivo, manteve o controle da situação e foi avançando contra o réu.

Zanin sempre colecionando derrotas, perdendo todos os recursos.

Lula, em contrapartida, cada vez mais acuado e sem saída.

Até chegarmos a mais recente audiência, quando o juiz, ante o depoimento de Glaucos CostaMarques, cobrou de Lula os recibos da locação do apartamento vizinho ao seu na Avenida Prestes Maia, em São Bernardo do Campo.

Lula, já tonto de tanta bordoada, disse que deveriam estar guardados.

Neste momento, a luz do brilhantismo de araque do advogado brilhou e ele teve a grande ideia.

E disse a Lula, que seria o ‘golpe de mestre’, a reviravolta processual.

Ledo engano. Apressado, insano e midiático, não teve a técnica necessária para mais uma pilantragem.

Daqui pra frente a situação vai piorar com bastante rapidez. Lula está morto.

É só aguardar.

José Tolentino

Jornalista. Editor do Jornal da Cidade Online.

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