O ataque à família e a hipocrisia do "cantor" Tico Santa Cruz

O 'cantor', Tico Santa Cruz - claramente sofrendo das distorções mentais e morais que a exposição prolongada às ideias da esquerda tendem a causar -, resolveu atacar os 'conservadores' na sua página do Facebook rotulando-os de hipócritas. Segundo ele, os protestos contra a exposição do MAM em que uma menina toca o corpo de um homem nu são uma hipocrisia porque, frente a diversos absurdos transmitidos na televisão nos anos 90, os ditos conservadores ficavam calados.

Quem lembra do É o Tchan, da Carla Peres, da boquinha da garrafa? É verdade que a televisão dos anos 90 era quase tão deplorável quanto a atual. Mas Santa Cruz extrapola ao alegar que os conservadores ficavam calados diante dos fatos. Um gigantesco sinal de desonestidade intelectual.

Em primeiro lugar, à época, a internet ainda era um luxo longe de ser popularizado e redes sociais ainda não surgiriam por pelo menos 10 anos, limitando absurdamente a alçada de ação de qualquer pessoa que quisesse se posicionar contra os absurdos transmitidos. Se hoje ouvimos tanta gente falando das bizarrices televisionadas, isso se dá muito em função de que uma grande parcela da população deteve os meios para que pudessem comunicar sua indignação e se organizar em torno de reivindicações.

Eu, por exemplo, me lembro muito bem, durante toda minha infância e adolescência (anos 1990 e 2000) da repulsa e do desprezo que meu pai expressava sempre que encontrava uma televisão ligada em uma novela e, especialmente, no Big Brother Brasil. E meu pai é uma pessoa que até hoje não utiliza internet, o que de forma alguma significa que ele não despreza o tipo de programação baixa transmitida pelas redes torpes de televisão.

Tico Santa Cruz também não vê nada de errado no ocorrido no museu. Suas concepções materialistas e cientificistas que desconsideram tudo que não pode ser verificado empiricamente não são capazes de perceber as mazelas óbvias que podem decorrer de tal atitude. Quando sabemos que a grande maioria dos pedófilos são pessoas próximas da família, que aparentam ser socialmente bem enquadradas e que vão “testando a água” aos poucos para ver até que ponto podem chegar com a criança, é, no mínimo, de uma brutal irresponsabilidade submeter a criança a situações que possam resultar no aprendizado de que tocar um homem desconhecido e nu é algo “normal”. É óbvio que uma criança que tire esse tipo de lição de uma experiência dessas será alvo fácil para os pervertidos. Mas quem é você para dizer isso para os pais da criança? Se você o fizer, é um criminoso intolerante.

Mas eis que a pérola do sujeito que quer chamar os conservadores de hipócritas ficou para o final do seu texto. Santa Cruz afirma que

“se o museu alertou sobre o conteúdo e os responsáveis pela criança seguiram adiante, é direito deles escolher que tipo de educação oferecem a seus filhos!”
Que coisa esquisita. O sujeito que vive defendendo quem tagarela sobre a  ladainha do “gênero”, quem defende todas as medidas que querem empurrar a ideologia de gênero goela abaixo das crianças nas escolas brasileiras, independente das convicções dos pais dos alunos, agora está todo preocupado com OS DIREITOS PARTICULARES DA FAMÍLIA! Agora, de repente, já não é o Estado onisciente quem tem de definir o que as crianças vão aprender, isso é um direito inalienável da família! Então, agora, de repente, o cara que está chamando os conservadores de hipócritas está defendendo uma das principais bandeiras conservadoras? Pode isso Arnaldo?

Pois então, esse é o sujeito que quer chamar VOCÊ, conservador, de hipócrita. Mas não podemos nos surpreender. Santa Cruz não faz mais que ser o típico papagaio dos ideólogos que conhecemos bem, como Alinski e Marcuse. O discurso muda conforme a conveniência, por mais hipócrita que possa soar. Mas é interessante como as pessoas estão se vacinando. Cada vez mais pessoas conscientes dos alertas de Orwell sobre o duplipensar e das vigarices dos teóricos radicais e de Frankfurt não se deixam levar por essa mesquinhez. Resta-nos o riso.

Confira o texto do "cantor":

Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

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