Vem Por Aqui - a polêmica da maldição da arte

Histeria coletiva atribui à arte a irresponsabilidade de uma mulher

"Vem por aqui"

Atribuir caracteres malditos à arte, sugerir que deva ser censurada, por conta de atitude irresponsável de uma mãe, num evento isolado, na condução da educação de um de seus filhos, me parece um tanto desproporcional.

Cogitar censurar a arte com base numa comoção histérica, infundada, equivocada e preconceituosa, me parece a manifestação do caos... mais uma.

Ver que muitos dos meus amigos embarcaram em mais essa onda de ignorância, caracterizada pelo evidente efeito manada, isso sim entristece, mas jamais me desanimará.

O investimento no autoconhecimento é fundamental pra que se opere, em cada indivíduo, imunidade à "ofensa" e à "decepção".

Nada nem ninguém tem o poder de ofender aquele que se conhece um pouquinho. Ninguém decepciona essa pessoa, pois ela não idealiza tampouco espera algo de alguém.

Esse 'caboco' que se enfrenta com tanto mais coragem quão mais vil se reconhece, é virtuoso. Tão imperfeito quanto os outros, mas caminha, "de vagar e sem pausas".

Meu maior medo é ser manipulado por meus algozes, os mais próximos são os vícios do meu caráter, a inobservância dos princípios e valores que trago comigo, transferidos desde a minha criação.

Eles são reforçados e ampliados à medida em que amadureço o indivíduo que sou, momento em que eu, e só eu, sou responsável pelo que creio, trabalho, e na direção em que delibero tudo na vida.

"Não, não vou por aí."

Imagem: Pixabay

João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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