Prisão de Battisti foi estratégia para evitar extradição

O italiano Cesare Battisti conseguiu exatamente o que queria e planejou.

Em momento algum ele pretendeu fugir para a Bolívia. Se quisesse teria feito. Não há qualquer dificuldade em atravessar a fronteira entre Corumbá e Puerto Suarez, no país vizinho.

O terrorista italiano não cogita a hipótese de abrir mão da boa vida que leva no Brasil.

Porém, com o novo pedido de extradição feito pelo governo italiano, Battisti resolveu agir.

Nada impedia que o italiano viajasse para a Bolívia ou para qualquer outro país. Em tese, ele é um homem livre no Brasil.

O que não pode é atravessar a fronteira com tanto dinheiro, R$ 30 mil, o que caracteriza um crime, evasão de divisas. Esse foi o motivo da prisão de Battisti, em flagrante.

O crime de evasão de divisas se configura quando uma pessoa envia valores para o exterior sem a devida declaração a autoridade competente.

Nos próximos dias ele com certeza será liberado e deverá responder o processo em liberdade. Terá apenas que pagar uma fiança a ser arbitrada pela Justiça Federal de Corumbá (MS). Dinheiro, pelo visto, não é problema.

O processo fatalmente será moroso e a defesa de Battisti deverá propor todos os recursos possíveis e imagináveis.

Um dia, quando e se for condenado, poderá ter a pena convertida em prestação de serviços. Ou seja, nunca será preso.

O detalhe importante e relevante para Battisti é que enquanto estiver respondendo processo no Brasil não poderá ser extraditado.

Jogada de mestre do terrorista.

da Redação

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