Quando o excesso de liberdade pode levar a liberdade alguma

Por que a esquerda tenta de todas as maneiras quebrar as regras e afrontar as tradições?

Talvez a resposta para essa intrigante pergunta esteja localizada nas bases filosóficas que explicam o surgimento do pensamento socialista.

F. A. Hayek, em seu livro, "Os Erros Fatais do Socialismo", explica de forma objetiva esta questão. Para alguns filósofos defensores desta doutrina:

"...a moralidade e as instituições do capitalismo não apenas deixam de atender aos requisitos lógicos, ....mas também impõem um fardo paralisante sobre a nossa liberdade  como, por exemplo, a nossa liberdade de nos "expressar" sem restrições."

O autor F. A. Hayek, discorda e contra argumenta:

"...a tradição moral de fato parece pesada para muitos _, mas apenas observando mais uma vez, ...., o que ganhamos suportando essa carga, ....todos os benefícios da civilização e aliás nossa própria existência, repousem na nossa continua disposição de carregar o fardo da tradição."

Para ele, uma liberdade excessiva e ilimitada, ameaçaria a própria liberdade individual tão desejada, já que a segurança individual estaria comprometida pela falta de regras e de limites sociais. Uma verdadeira incoerência.

Isso fica claro quando diz:

..."A liberdade geral neste sentido é impossível, pois a liberdade de cada um submergiria pela liberdade ilimitada, ou seja, a falta de limites, de todos os outros."

Em outras palavras, O EXCESSO DE LIBERDADE (UTÓPICA) com que os defensores das ideologias de esquerda se identificam, é a maneira mais rápida e eficaz, de se matar a VERDADEIRA LIBERDADE INDIVIDUAL (POSSÍVEL), abrindo caminho para um sistema político totalitário onde o governo seria o "grande" controlador da sociedade.

Obs.: O autor do Livro "Os Erros Fatais do Socialismo", recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1974 e foi um dos grandes pensadores que ajudou para o colapso da extinta União Soviética.

Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Médico anestesiologista, socorrista e professor universitário

Siga-nos no Twitter!

Mais de Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Comentários

Notícias relacionadas