De FHC a Meirelles e a possibilidade da história se repetir...

No dia 19 de maio de 1993, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi nomeado para o cargo de Ministro da Fazenda pelo Presidente Itamar Franco (PMDB), ex-vice-presidente do impedido Fernando Collor de Mello (PTN).

No dia 1° de julho de 1994, após meses de redução dos gastos públicos e negociações no Congresso Nacional, o Plano Real (então chamado "Plano FHC") era lançado.

Como resultado do Plano Real, a inflação média caiu de 40% ao mês para 3% ao mês. O Brasil saiu de uma crise econômica. E a população miserável diminuiu de 35,3% em 1993 para 28,8% em 1995, uma redução de 18,4%. Sem impressão desenfreada de dinheiro, a racionalidade voltou à economia.

Em abril de 1994, as pesquisas indicavam que Lula teria 40% dos votos. Menos de seis meses depois, no dia 3 de outubro, FHC foi eleito presidente do Brasil no 1° turno, com 54% dos votos, derrotando o socialista vermelho e um militarista completamente ignorante em economia.

Cortamos para a atualidade.
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No dia 12 de maio de 2016, Henrique Meirelles (PSD) foi nomeado para o cargo de Ministro da Fazenda pelo Presidente Michel Temer (PMDB), ex-vice-presidente da impedida Dilma Rousseff (PT).

Nos meses seguintes, diversas reformas foram feitas após negociações no Congresso Nacional. A PEC do Teto virou lei do dia 15 de dezembro de 2016. A Reforma Trabalhista foi sancionada no dia 13 de julho de 2017 e entrará em vigor no próximo dia 11 de novembro. A MP que acaba com os juros subsidiados do BNDES foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Temer em 22 de setembro. A racionalidade voltou à economia.

Como resultado das reformas, a inflação média caiu de 2% ao mês para 0,2% ao mês. O Brasil saiu de uma crise econômica. E pode crescer ainda mais se outras reformas forem aprovadas e o governo cortar gastos (por meio de privatizações, por exemplo).

Hoje (novembro de 2017), Henrique Meirelles confirmou que é presidenciável. As pesquisas indicam que Lula terá 35% dos votos. E, se a candidatura Meirelles se tornar real, embalar com uma provável recuperação ainda maior da economia e obtiver o apoio do PMDB, ele enfrentará o mesmo socialista vermelho de 1994 e um militarista completamente ignorante em economia.

Dizem que a história costuma se repetir.

(Texto de Marcelo Faria. Empreendedor e presidente do Ilisp)

da Redação

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