Comunicado dos Anestesistas do TO à População em Geral

Nosso Compromisso Social Falará  Mais Alto: Anestestistas do TO optam por continuar trabalhando apesar de estarem sem receber há 7 meses.

Uma preocupação enorme vem tirando a paz dos cidadãos tocantinenses: haverá greve dos anestesistas, já que estão há 7 meses sem receber os seus salários ?

"A resposta é não, enquanto pudermos resistir a está alternativa, o faremos". 

É isso que afirmou  o presidente da COOPANEST - TO, Dr Mário Sérgio Fortes Borges, em uma recente entrevista dada à TV Anhanguera. 

Segundo ele, a greve não é a primeira opção para enfrentarmos esse difícil e delicado problema.

"Apesar de estarmos sem receber os nossos honorários desde o mês de abril do corrente ano, sabemos que uma  greve neste momento trariam prejuízos irreparáveis à população que depende exclusivamente  do SUS para tratar os seus problemas de saúde."
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"O que nos preocupa muito", continua ele, " é sabermos até quando os profissionais conseguirão sobreviver sem receber os seus salários. A situação está ficando insustentável, vários médicos anestesistas  estão deixando o TO (30% já se descredenciaram). Estamos tendo dificuldades para repor as vagas disponíveis. Quem quer vir para um Estado que não paga pelos serviços prestados?"

Em recente pedido de direito de resposta à este jornal, a Secretaria de Comunicação do TO, informou que o Estado está no primeiro mês de contrato com a referida cooperativa, e que desta forma estranhava esta reivindicação. 

Infelizmente, o texto não esclareceu aos leitores, que os médicos que estão trabalhando sob este novo contrato, são os mesmos que estão há 7 meses sem receber os seus salários do contrato anterior, já que não houve novos candidatos. 

Sendo assim, nesta "queda de braço", entre um governo devedor e uma cooperativa ciente de suas responsabilidades sociais, está a população sofrida deste Estado, que outrora era considerado o mais novo "Eldorado brasileiro".

"Enquanto pudermos suportar, resistiremos sem fazer greve. Não sei é se haverá anestesistas suficientes em todo o Estado, para atender, na velocidade que gostaríamos, à demanda de cirurgias eletivas (não emergenciais). Essa é a nossa maior preocupação", finaliza o Dr Mário Sérgio Fortes Borges, presidente da COOPANEST - TO.

Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Médico anestesiologista, socorrista e professor universitário

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