Desesperado, Maduro fala pela 1ª vez após Trump fechar o espaço aéreo da Venezuela
29/11/2025 às 17:35 Ler na área do assinanteO governo da Venezuela repudiou a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou o espaço aéreo venezuelano como "totalmente fechado". A administração de Nicolás Maduro classificou a medida como "ameaça colonialista" em comunicado oficial. A manifestação ocorreu neste sábado (29), após Trump fazer o anúncio que sugere possíveis operações aéreas norte-americanas no país sul-americano.
"A República Bolivariana da Venezuela repudia veementemente a mensagem pública divulgada hoje [sábado] nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, na qual ele tenta aplicar extraterritorialmente a jurisdição ilegítima dos Estados Unidos na Venezuela, ao tentar, sem precedentes, emitir ordens e ameaçar a soberania do espaço aéreo nacional, a integridade territorial, a segurança aeronáutica e a plena soberania do Estado venezuelano", afirma o comunicado oficial.
Trump publicou em sua rede social Truth:
"A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor, considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado".
O governo venezuelano caracterizou a postura de Trump como uma "nova, extravagante, ilegal e injustificada agressão contra o povo venezuelano". A tensão diplomática acontece em meio ao aumento da presença militar norte-americana na América do Sul e Caribe.
Na quinta-feira (27), Trump já havia mencionado a possibilidade de incursões terrestres na Venezuela. O presidente americano justificou tais ações como parte dos esforços dos EUA para combater o narcotráfico na região. Maduro e membros do alto escalão do governo venezuelano têm sido alvos de ameaças de Washington.
A administração Trump designou Maduro, em julho deste ano, como líder do cartel de Los Soles, organização classificada pelos Estados Unidos como grupo terrorista internacional. Esta redesignação criou condições legais para intervenções militares norte-americanas em outros países sob o pretexto de combate ao "narcoterrorismo".
Os EUA intensificaram sua presença militar na América Latina. Navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35 e o USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, foram enviados para a região. A operação militar denominada Lança do Sul foi iniciada em 13 de novembro.
O Pentágono realizou 22 ataques contra embarcações envolvidas no tráfico de drogas nas águas do Caribe e Oceano Pacífico nos últimos meses. As autoridades norte-americanas não apresentaram evidências que comprovem a ligação dessas embarcações com atividades ilícitas.
Fuzileiros navais dos EUA posicionados em bases na América Latina realizam treinamentos que incluem infiltração, desembarque de tropas, guerra na selva e voos com aeronaves de combate. Maduro iniciou uma mobilização em larga escala no país e declarou estar preparado para enfrentar o que denomina como "ameaça imperial".
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da Redação