Mobilização popular para garantir a prisão de deputados do Rio de Janeiro

Nesta quinta-feira (16) os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) irão se reunir para decidir sobre o pedido de prisão preventiva, requerido pelo Ministério Público Federal (MPF), dos deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.

Diante da gravidade dos fatos apurados, tudo indica que o TRF-2 deverá acatar o pleito do MPF, todavia, para que a medida se concretize, poderá ser necessário que o plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) autorize.

Por outro lado, é notório que Picciani, Paulo Melo e Albertassi são parlamentares de grande influência e se depender da exclusiva vontade de seus pares, jamais terão as suas prisões preventivas autorizadas pelo Legislativo.

Diante disso, os próprios procuradores da República que estão atuando no caso, autores do pedido de prisão, entendem que, caso seja necessária a autorização da Alerj, apenas com manifestação popular será possível convencer os deputados a confirmar uma eventual prisão decretada pela Justiça contra Picciani, Paulo Melo e Albertassi.
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“Os órgãos de fiscalização, como a operação mostra, estão cumprindo seu dever, estão reagindo. A sociedade também precisa reagir. É um bom momento para se exercer cidadania, que se vá para a porta da Alerj, se houver a votação” — disse o procurador regional da república Carlos Aguiar, esperançoso de que a Justiça decida que a eventual prisão não precise passar pelo Legislativo.

“São três dos deputados mais influentes da Casa, inclusive o presidente. Isso pode justificar uma decisão da Justiça de que a prisão não seja votada pelo Legislativo. Mas se tiver que votar, que se vote”, concluiu o procurador.

O que se vê é que mesmo em tempos de Lava Jato a propina continuava a existir no esquema do Rio de Janeiro.


Fica demonstrada a audácia da organização criminosa e o sentimento de impunidade que ainda impera entre os políticos.

Por outro lado, um dos envolvidos, Edson Albertassi, é o indicado do governador Pezão para o Tribunal de Constas, demonstração inequívoca de que a organização continua se movimentando para ampliar o seu espaço de poder.


Parece óbvio que o esquema criminoso montado por Sérgio Cabral continua em plena atividade no Rio de Janeiro.



da Redação

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