Um matuto no Museu de Arte Moderna Contemporânea

Sempre achei interessante visitar lugares históricos nas cidades pelas quais viajo.

Igrejas, museus, praças, parques, mercado municipal são locais que expressam com fidedignidade a cultura de um povo.

Pronto, entrei em um museu famoso de arte moderna de uma grande e importante capital brasileira. Curioso, abri meus olhos e o meu coração para tentar entender e captar a genialidade dos artistas que ali estavam expostos.

Sala após sala, algumas realmente interessantes, eram aos poucos desvendadas.

Um sentimento estranho aos poucos me invadiu ao olhar para pedaços de papelão pendurados por fios de nylon presos no teto, tapetes de tecido desenrolados no chão subindo pela parede, xícaras encrustadas em uma parede branca, gravetos finos colados um aos outros de forma simples, uma caixa cheia de gesso mostrando a marca impressa de um corpo qualquer que ali havia imprimido a sua forma, completava o cenário artístico.

Quando estava tentando digerir as complexas informações artísticas ainda não assimiladas, e  muito menos digeridas, ouvi, já na saída do museu, uma linda jovem, perguntando preocupada ao seu namorado, se poderia sentar-se em um simples banco próximo à saída, ou aquilo fazia parte da coleção artística do museu.

Após esse interessante episódio, peguei minha mochila, desafoguei meu coração e parti, feliz e mais tranquilo para o hotel. Havíamos chegado à mesma conclusão.

Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Médico anestesiologista, socorrista e professor universitário

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