A direita política, O Justiceiro e o peladão do MAM

Antes de começar, saibam que me considero um conservador. Portanto, o texto que segue serve tanto mais como uma autocrítica do que como um puxão de orelha para os movimentos “de direita.”

Por que, quando há gente de bunda e genitais de fora, é só sobre isso que a direita fala sobre "arte" na internet, mas quando uma série como The Punisher (O Justiceiro) é lançada, você não lê um artigo que seja nos veículos "de direita"?

Boa parte do fracasso da direita na inculcação de valores está no excesso de esforço dedico à crítica do lixo progressista e à total escassez de esforço dedicado à exaltação daquilo que consideramos bom. Quando criticamos, a sequência da crítica exige que saibamos explicar o que queremos que tome o lugar daquilo que desprezamos -  e temos falhado miseravelmente nisso.

O Justiceiro nem mesmo é a primeira série da Netflix que fornece essa oportunidade. Shooter (O Atirador), um pouco mais “antiga”, é uma série em que o personagem principal é um sniper americano e cristão que, na primeira temporada, é vítima de uma conspiração envolvendo diversas agências estatais e o alto escalão do governo. Abundam as cenas em que o personagem e sua família expressam claramente sua fé. Ninguém toca na comida antes da oração ser feita. A família é elevada a patamares de importância raramente vistos em Hollywood e o homem é o responsável por manter sua segurança a qualquer custo. Pode uma série ter um viés mais “republicano”?

Mas quantas pessoas você viu elogiando a série no seu Facebook? Agora, quantas vezes você viu a cena da menina tocando o homem nu? Como podemos esperar que um grande público tenha contato com os valores que acreditamos elevados enquanto tudo que reproduzimos é a baixaria marcusiana promovida há décadas a fio pela dominação gramsciana?

O Justiceiro, além de todos os aspectos técnicos -  a fotografia é incrível, por exemplo -, aborda questões caras a todos aqueles que se identificam com os valores opostos àqueles pregados pelas turmas mais “pra frentex”. Já no primeiro episódio, a série levanta a discussão do abandono dos veteranos de guerra pelo governo americano e a dominação esquerdista que emprega uma perseguição aos valores cristãos.

É claro que a série não agradou os "especialistas" do G1: a série não perde tempo tentando empurrar goela abaixo agendas politicamente corretas onde simplesmente não há espaço para elas. Isso fez com que os "especialistas" classificassem a série como uma "adaptação fraca do personagem da Marvel". Mais um motivo para você assistir.

E aí? Você vai assistir e compartilhar, ou vai esperar a próxima apresentação "empoderada" e "lacradora" de gente pelada com o dedo no ânus  para falar sobre arte?

Matheus Dal'Pizzol

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