
Maduro caiu: o socialismo latino-americano expõe crime, miséria e tirania
03/01/2026 às 14:00 Ler na área do assinante
A captura de Nicolás Maduro não é um “incidente diplomático”. Representa um veredicto histórico. O chavismo, última versão armada do socialismo latino-americano, caiu do único modo que regimes criminosos reconhecem: pela força. Não houve golpe nem surpresa. Quem transforma o Estado em cartel passa a ser tratado como chefe de cartel.
Durante anos, a esquerda continental sustentou Maduro com slogans, distorções e cumplicidade. Rebatizou ditadura como “democracia popular”, fome como “bloqueio” e repressão como “defesa da revolução”. O quadro sempre foi direto. A Venezuela tornou-se um narcoestado falido, comandado por um grupo ideológico que saqueou o país e o conduziu à miséria.
O tema deixou de ser econômico ou partidário. O socialismo do século XXI mostrou o que é. Não governa, domina. Não persuade, impõe. Não produz, saqueia. Quando o discurso se esgota, surge o fuzil. Quando o fuzil falha, entra o tráfico. O roteiro se repetiu em Caracas, ocorreu em Havana e se ensaia em países que flertam com a tirania.
A reação do regime após a operação americana revelou o que a retórica escondia: fragilidade e desordem. O chefe sumiu. O Alto Comando hesitou. Porta-vozes pediram calma porque o poder já não respondia. Revoluções resistem; ditaduras mafiosas se dissolvem.
Donald Trump fez o que diplomatas evitaram por décadas. Enquanto organismos internacionais produziram notas vazias e relatórios ignorados, os Estados Unidos agiram contra um regime que exportava drogas, abrigava terroristas e gerava instabilidade regional. Houve uso da força. A legitimidade supera a alternativa de permitir a decomposição de um país inteiro em nome de uma ideologia falida.
A reação da esquerda segue o padrão. Fala em “imperialismo” enquanto ampara ditadores apoiados por Irã, Rússia e redes do narcotráfico. Invoca “soberania” enquanto milhões cruzam fronteiras para fugir da fome. A soberania defendida é a do tirano sobre o estômago vazio da população.
Convém não confundir exceção com regra. Maduro representa o padrão. Regimes socialistas que rejeitam alternância de poder, imprensa livre e economia funcional terminam em repressão, escassez e crime. A variável é o tempo até o colapso.
A queda de Maduro envia um recado direto a autocratas ideológicos. Não há blindagem permanente. Retórica antiamericana não protege quando o Estado vira organização criminosa. Do Oriente Médio à América Latina, o limite foi alcançado.
A Venezuela ainda enfrentará um caminho difícil. A destruição deixada pelo chavismo não termina com a prisão de um homem. Uma certeza permanece: o socialismo perdeu o carcereiro.
O chavismo encerrou sua trajetória como começou: com mentira, saque e fuga.
O socialismo latino-americano voltou a provar que não fracassa por pressão externa, mas por sua própria natureza.
Carlos Arouck
Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.













