Ministro de Lula mantém como chefe financeiro do DNIT envolvido na farra do INSS, que despacha com tornozeleira

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O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), mantém Marcos de Brito Campos Júnior como diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mesmo após ele ter sido alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal. O servidor continua exercendo suas funções no órgão federal, apesar de usar tornozeleira eletrônica e enfrentar acusações de envolvimento em esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS.

A operação policial que atingiu o diretor foi deflagrada em 18 de dezembro de 2025. Embora a Justiça tenha determinado medidas cautelares contra Brito, incluindo o uso do dispositivo de monitoramento, ele segue como responsável pela área financeira da autarquia, que administra orçamento de R$ 11 bilhões para 2026.

Em contato telefônico realizado na quarta-feira (7), o gabinete do diretor confirmou sua permanência na função, que tem salário mensal de R$ 23 mil. Documentos oficiais assinados por Marcos após a operação policial evidenciam sua continuidade no cargo.

As investigações da PF apontam que o atual diretor do Dnit teria auxiliado o "Careca do INSS", durante seu período como superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social na região Nordeste.

Segundo os investigadores, Marcos estaria entre "os agentes centrais da engrenagem criminosa", facilitando esquema de descontos associativos fraudulentos aplicados na folha de pagamento dos aposentados.

A apuração revelou que passagens aéreas em nome do diretor foram pagas por empresa de fachada vinculada ao "Careca do INSS". Mensagens interceptadas indicam que Marcos teria recebido R$ 20 mil como pagamento pelos serviços prestados.

Em relatório, a PF destacou que "o recebimento de valores por parte de Marcos Brito, sob determinação de Antonio Camilo, o insere entre os agentes centrais da engrenagem criminosa, sendo indispensável à obtenção, circulação e aproveitamento dos proveitos ilícitos".

A Polícia Federal solicitou inicialmente a prisão preventiva do servidor, mas o pedido foi negado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado avaliou que Marcos deixou de manter relação direta com os demais envolvidos a partir de 2023, quando assumiu a diretoria no Dnit.

O ministro do STF determinou medidas alternativas à prisão, incluindo proibição de contato com outros investigados e uso de tornozeleira eletrônica. Apesar dessas restrições, o diretor segue despachando no órgão federal.

O Dnit é a autarquia responsável pela implementação da política de infraestrutura de transportes terrestres e aquaviários no Brasil. Subordinado ao Ministério da Infraestrutura, o órgão gerencia projetos relacionados às vias navegáveis, ferrovias e rodovias federais, além de instalações de transbordo e portos fluviais e lacustres.

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da Redação