Médicos começam a levantar a voz contra Moraes

10/01/2026 às 10:32 Ler na área do assinante

O médico Raphael Câmara fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comentar a decisão que anulou a sindicância instaurada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar o atendimento prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após a queda ocorrida na carceragem da Polícia Federal, em Brasília. Segundo Câmara, ao interferir no procedimento do conselho, o magistrado teria “destruído a lei” que rege a atuação dos órgãos de fiscalização médica.

A declaração foi dada em entrevista à Revista Oeste.

Na conversa, o médico explicou que a sindicância tinha como objetivo analisar possíveis irregularidades no socorro prestado a Bolsonaro, que sofreu um traumatismo craniano após a queda dentro da cela.

De acordo com Câmara, a abertura de sindicâncias é uma prática rotineira do CFM em situações semelhantes, que se repetem diariamente em hospitais e unidades de saúde em todo o país. Para ele, a apuração não representava privilégio ao ex-presidente, mas o cumprimento de uma obrigação legal do conselho.

“Não há dúvida sobre a conduta em relação a um paciente idoso que cai e bate a cabeça no chão”, explicou. “Ele deve ser levado imediatamente ao hospital e acompanhado por 24 horas. O paciente deve passar por ressonância, tomografia e, a depender do quadro, por novos exames.”

O médico reforçou que a iniciativa do CFM foi motivada por uma série de denúncias apresentadas por profissionais da área e por cidadãos comuns.

“Além disso, o CFM abriu a sindicância em decorrência de dezenas de denúncias de médicos e da população”, afirmou. 
“Isso é uma prerrogativa estabelecida pela lei de 1957 que dispõe sobre os conselhos de medicina. A decisão de Moraes destruiu essa lei.”

Outro ponto destacado por Câmara foi a divulgação do prontuário médico de Bolsonaro. Na avaliação dele, ao tornar públicas informações clínicas do ex-presidente, a decisão do ministro também teria violado o sigilo médico, princípio fundamental da relação entre profissional de saúde e paciente.

Apesar das críticas, o médico afirmou que o CFM pretende recorrer da decisão judicial, ainda que não demonstre expectativa de reversão.

“O recurso seria analisado pelo próprio Alexandre de Moraes, não tem o que fazer”, lamentou. 
“Não adianta as pessoas ficarem cobrando. Deveriam cobrar da OAB, que até agora não se manifestou, e de outras autoridades. O CFM fez sua parte.”

Durante a entrevista, Câmara também relatou receio de sofrer represálias apenas por explicar publicamente os procedimentos e atribuições legais do Conselho Federal de Medicina, o que, segundo ele, demonstra um ambiente de insegurança institucional.

A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex-parlamentar, seria o verdadeiro autor da obra, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder - já que a censura persiste por quase UM ANO.

Atualmente, muitos outros livros devem estar na mira da censura. Existem dois exemplos claros: os livros "Perdeu, Mané" e "Supremo Silêncio", que falam justamente sobre a censura e os estranhos acontecimentos entro do STF.

Foi pensando nisso que a loja Conteúdo Conservador está "queimando" seu estoque e oferecendo FRETE GRÁTIS para todo o país. Antes que a censura atinja essas obras, é importante que o máximo de pessoas tenha esse conteúdo nas mãos. Para adquirir enquanto é tempo, basta clicar no link abaixo:

https://conteudoconservador.news/stf/

Vale a pena o investimento!

da Redação
Ler comentários e comentar
Ler comentários e comentar

Nossas redes sociais

Facebook

Siga nossa página

Seguir página

Twitter

Siga-nos no Twitter

Seguir

YouTube

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Instagram

Siga-nos no Instagram

Seguir

Telegram

Receba as notícias do dia no Telegram

Entrar no canal

Rumble

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Gettr

Siga-nos no Gettr

Seguir

Truth

Siga-nos no Truth

Seguir