Reviravolta na morte de tio de Suzane von Richthofen faz a polícia agir
10/01/2026 às 13:46 Ler na área do assinanteApesar de informações apontarem para "causas naturais", a Polícia Civil de São Paulo classificou como suspeita a morte de Miguel Abdalla, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen. O corpo foi localizado na sexta-feira (9/1) dentro de um imóvel situado na rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas, zona sul da capital paulista.
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar foi acionada após o idoso permanecer sem dar notícias por cerca de dois dias. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Abdalla já sem vida no interior da residência.
Em uma análise preliminar, não foram constatados sinais evidentes de violência ou indícios de arrombamento no imóvel. Ainda assim, o caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial, em Campo Belo, que solicitou a realização de perícia técnica para esclarecer as circunstâncias do óbito.
O corpo de Miguel Abdalla será submetido a exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML), procedimento padrão em situações desse tipo, com o objetivo de identificar a causa exata da morte e afastar ou confirmar qualquer possibilidade de crime.
Abdalla era médico e teve papel central na história familiar dos Richthofen. Ele foi tutor legal de Andreas Richthofen, irmão de Suzane, e atuou como inventariante dos bens de Marísia e Manfred Richthofen, assassinados em 2002 pelos irmãos Cravinhos, crime cometido a mando da própria filha do casal.
Em julho de 2005, após completar 18 anos, Andreas passou a ocupar o lugar do tio como inventariante, depois que Suzane solicitou judicialmente o afastamento de Abdalla. À época, ela alegou que o tio estaria sonegando bens pertencentes ao espólio dos pais.
No ano seguinte, em 2006, Miguel Abdalla recorreu à Justiça afirmando que Suzane teria sido vista “rondando” a residência onde ele morava com a mãe e Andreas. O relato embasou um pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Desde janeiro de 2023, ela cumpre a pena em regime aberto.
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da Redação