Não bastou capturar e prender o criminoso Maduro, há muito ainda a ser feito

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A extração de Maduro do poder, o criminoso terrorista, chefe do narcotráfico, que havia usurpado a presidência da Venezuela através de fraude eleitoral, nos mostra a dificuldade que é desmontar um regime ditatorial, tirânico, consolidado ao longo de décadas.

Até agora sabemos que apenas em seu bunker foram mortos 18 militares, entre venezuelanos e cubanos, que faziam sua segurança pessoal. Ainda sem informações sobre o número de mortos em instalações militares bombardeadas.

Mortos apenas para capturar e prender o criminoso.

Mas o problema não foi resolvido.

O déspota havia cooptado toda a suprema corte, o congresso, as forças armadas e a mídia Venezuelanas.

Tirar Maduro e substituir por Edmundo González (efetivamente eleito nas últimas eleições) ou Maria Corina Machado, líder popular impedida de disputar a eleição pelo caudilho, seria ineficaz e até uma covardia.

Eles não conseguiriam governar.

Seriam sabotados até que o sistema montado por Maduro conseguisse derrubá-los e dessem continuidade ao regime.

Tentaram dar posse a Guaidó anteriormente, não funcionou.

Assim como houve todo um preparo da opinião pública mundial, durante anos, para que essa operação fosse realizada, mais alguns anos serão necessários para o desmantelamento das entranhas do regime.

A queda de Maduro foi precedida por inúmeros passos anteriores.

- Recompensa pela sua cabeça.
- Declarações da OEA, ONU, condenando violações de direitos humanos.
- Embargos, sanções norte-americanas, cassação de vistos, inclusão de inúmeros membros do regime na Magnitsky, tentativas de acordo, culminando com o Prêmio Nobel concedido à Corina Machado, por indicação de Marco Rubio.

Tudo isso faz parte de uma guerra de narrativas que preparam ações militares.

Somente após esse preparo informacional, as tropas foram enviadas ao Caribe e começaram as primeiras aproximações, afundando embarcações, como últimos avisos.

Mesmo com todo esse preparo ainda restaram as previsíveis resistências: ditaduras dos BRICS, Foro de São Paulo e mídia esquerdista amestrada mundial.

Se a Europa não apoiasse, os EUA seriam unanimemente massacrados.

Como diz a frase atribuída a Jânio Quadros:

"O comunista pode chegar ao poder pelo voto, mas não sai pelo voto."

Vejam o tamanho da encrenca em que nos metemos, alinhando o país do lado errado da história!

Pedro Possas. Médico.

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da Redação