Irã desafia o mundo e amanhã começa a executar manifestantes
13/01/2026 às 11:53 Ler na área do assinanteErfan Soltani, manifestante de 26 anos preso na última quinta-feira durante protestos no Irã, será executado nesta quarta-feira (14), conforme confirmação da Organização Hengaw para os Direitos Humanos. A família do jovem foi notificada sobre a execução, mas não recebeu informações sobre quando ocorreu o julgamento ou quais acusações foram apresentadas contra ele.
Esta é a primeira execução oficial relacionada aos protestos que tomaram o país desde 28 de dezembro. As manifestações já se espalharam por mais de 100 cidades em todas as 31 províncias iranianas, resultando em centenas de mortes.
"Nunca testemunhamos um caso avançar tão rapidamente", declarou Awyar Shekhi, representante da Hengaw.
"O governo está usando todas as táticas que conhece para suprimir as pessoas e espalhar medo."
O governo iraniano implementou um bloqueio quase total da internet na quinta-feira passada, o que dificulta a comunicação e a verificação independente de informações. Mesmo com essas restrições, iranianos conseguiram contatar parentes no exterior e relatar a situação em diversas localidades.
Um morador de Rasht, cidade na costa do Mar Cáspio, disse à BBC:
"Tudo está queimado pelo fogo".
Segundo ele, a cidade ficou irreconhecível após confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
Os dados sobre vítimas apresentam grande variação. Contagens mais conservadoras apontam cerca de 650 mortos durante os protestos. Uma fonte do governo iraniano, que falou anonimamente à Reuters nesta terça-feira (12), mencionou um total de 2 mil mortes.
A Iran Human Rights, organização sediada na Noruega, divulgou ontem estimativas mais graves. Segundo a entidade, o número de mortos pode alcançar 6 mil pessoas, com aproximadamente 10 mil manifestantes detidos. A organização trabalha para confirmar casos individuais, apesar das severas restrições de comunicação.
Imagens e vídeos que circulam nas redes sociais, apesar do bloqueio, mostram multidões nas ruas, prédios públicos em chamas e corpos em sacos mortuários do lado de fora de hospitais em diversas cidades.
As manifestações, que começaram como protestos contra problemas econômicos no final de 2025, transformaram-se em um movimento amplo de contestação ao regime teocrático estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979. Analistas consideram esta onda de protestos um dos maiores desafios enfrentados pelo governo iraniano nas últimas décadas.
Estamos sobrevivendo graças a ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
da Redação