Banco Mundial emite comunicado assustador para o Brasil em 2026

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A economia do Brasil deve entrar em um ciclo preocupante em 2026. De acordo com o relatório semestral divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (13), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de apenas 2%.

A desaceleração não é um fenômeno isolado. O estudo indica que o mesmo movimento deve ocorrer em outras economias emergentes e em países em desenvolvimento, cujo crescimento agregado tende a recuar de 4,2% em 2025 para 4% em 2026. Um dos principais fatores que explicam esse cenário é o enfraquecimento da atividade econômica da China, cuja taxa de expansão deve cair de 4,9% para 4,4%.

Economia americana segue na contramão do cenário global

Enquanto os emergentes enfrentam perda de fôlego, os Estados Unidos apresentam desempenho mais sólido do que o inicialmente previsto. O Banco Mundial revisou para cima a estimativa de crescimento do PIB norte-americano em 2026, passando a projetá-lo em 2,2%.

Segundo a instituição, esse resultado é impulsionado por estímulos fiscais adotados pelo governo americano, que tendem a neutralizar parte dos efeitos negativos das tarifas comerciais sobre o consumo interno e os investimentos produtivos.

Apesar dessa resiliência observada nas economias avançadas, o panorama global inspira cautela. O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, fez um alerta contundente ao avaliar a trajetória de médio prazo da economia mundial.

“A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar cresecocimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas”, afirmou Gill.

Riscos estruturais e desigualdade persistente

Embora o crescimento global tenha superado expectativas iniciais, com avanço estimado em 2,6% neste ano, o Banco Mundial chama atenção para problemas estruturais que continuam sem solução. Entre os principais pontos destacados estão a concentração do crescimento econômico nas nações mais ricas e a dificuldade em reduzir a pobreza extrema em países em desenvolvimento.

De acordo com o relatório, o ritmo atual da economia mundial é insuficiente para promover geração consistente de empregos e evitar a estagnação social em regiões mais vulneráveis.

No caso do Brasil e de economias semelhantes, o desafio central será sustentar algum nível de dinamismo econômico sem comprometer o equilíbrio fiscal e a estabilidade dos mercados de crédito, em um contexto marcado por incertezas externas, juros ainda elevados e menor tração do crescimento global.

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da Redação