Flávio Bolsonaro entra na mira da PF e o motivo é absurdo
15/01/2026 às 08:31 Ler na área do assinanteA Polícia Federal está examinando um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública que solicita a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A demanda chegou à PF no dia 8, um dia após ter sido formalizada pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG).
A iniciativa absurda da parlamentar pede apuração de postagens feitas por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, nas quais o senador associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro.
O encaminhamento do pedido à Polícia Federal foi uma das últimas medidas adotadas por Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça, antes de apresentar sua carta de demissão ao presidente Lula, na quinta-feira, dia 8.
Acredite se quiser...
No documento enviado às autoridades, Dandara Tonantzin sustenta que Flávio Bolsonaro teria atacado a honra do presidente da República. Entre os exemplos citados está uma publicação em que o senador afirma que uma eventual delação envolvendo Lula representaria o “fim do Foro de São Paulo”. A manifestação ocorreu após a prisão de Maduro pelos Estados Unidos.
Em outro conteúdo mencionado, Flávio declarou que Lula e o Partido dos Trabalhadores sustentam um discurso de defesa da soberania venezuelana, fazendo uma comparação dessa postura com a defesa da Alemanha nazista no período da queda de Adolf Hitler. No vídeo divulgado, o senador também acusa Lula de “envergonhar o Brasil” ao apoiar Maduro, além de mencionar perseguições políticas no país vizinho e o êxodo de venezuelanos.
Conforme os protocolos internos da Polícia Federal, a corporação pode optar por instaurar um inquérito, concluir que não há elementos suficientes para investigação ou ainda encaminhar o caso a outro órgão, caso entenda que o tema não é de sua competência.
No pedido, a deputada solicita que a PF preserve provas digitais e apure possíveis crimes de calúnia, difamação e injúria. Ela argumenta que o senador não poderia se amparar na imunidade parlamentar, uma vez que as publicações não estariam relacionadas diretamente ao exercício do mandato.
Em manifestações nas redes sociais, Dandara afirmou que a democracia pressupõe liberdade de expressão, mas também exige responsabilidade e compromisso com a verdade no debate público.
O requerimento foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Paralelamente, o Ministério da Justiça segue sob comando interino após a saída de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo alegando motivos pessoais.
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da Redação