Gleisi e Paulo, sem mandatos, foram enviados para vigiar a propina de Zeca do PT

A primeira vez que o PT conseguiu conquistar no país um governo do estado foi no já longínquo ano de 1998.

Mato Grosso do Sul com Zeca do PT, outrora um remediado bancário do BB e sindicalista. Hoje um homem milionário, fazendeiro e criador de gado.

Além da vitória em MS, o PT logrou êxitos em diversas prefeituras.

A ordem geral era abastecer os cofres do partido. Tudo em nome de um ‘projeto’, supostamente ‘ideológico’, mas meramente um projeto de poder, mais nada.

Zeca nunca foi no âmbito partidário visto como uma pessoa que merecesse confiança. Na mais alta cúpula petista era apenas ‘suportado’.

Certa feita, por um rápido período de tempo, Zeca abandonou o PT, levado pelas mãos de seu primo-irmão, o atual senador Moka, para o PMDB. Mais tarde, retornou ao PT e deixou de usar o seu nome de batismo – José Orcírio - passando a adotar o tal ‘Zeca do PT’.  
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Assim, ante a desconfiança generalizada, era necessário que tivesse um verdadeiro ‘leão’ como ‘cuidador’. O PT designou então Paulo Bernardo - que havia perdido a reeleição no Paraná - para ser o secretário de Fazenda e assim tomar conta de todo o dinheiro que entrava nos cofres do estado, separando a parte que cabia ao partido.

Assim nasceu o esquema da Consist, de desconto de um percentual de comissão na própria folha de pagamentos. Para tanto, Gleisi foi nomeada para a secretaria de Administração, a pasta que cuidava da confecção da folha.

Por um bom tempo, o casal Paulo e Gleisi residiu em Campo Grande, cuidando dos interesses financeiros petistas na gestão de Zeca do PT.

Foi também nesse período de 8 anos de Zeca como governador, que Joesley Batista, conforme declarou numa entrevista à revista Época, entrou no mundo da propina.

Zeca foi o primeiro governador no Brasil a seduzir Joesley. Zeca sempre foi um extraordinário ‘sedutor’.

Mais tarde, com todo o esquema de propina montado e funcionando, Paulo Bernardo retornou para o Paraná para disputar uma nova eleição. Gleisi ficou solitária por mais um bom tempo em Mato Grosso do Sul, servindo aos interesses do PT e vigiando o governador espertalhão.


Lívia Martins

Articulista e repórter
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