Advogado ligado aos irmãos Batista comprou resort da família de Toffoli

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O resort associado a familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli passou para o controle de um advogado com atuação profissional ligada aos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores do grupo J&F. A operação foi concluída em um curto intervalo de tempo e concentrou a propriedade do empreendimento em um único nome.

Entre fevereiro e abril de 2025, o advogado Paulo Humberto Barbosa adquiriu todas as cotas do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. As participações pertenciam a dois irmãos e a um primo do ministro. Com as compras finalizadas, Barbosa tornou-se, em abril de 2025, o único proprietário do complexo turístico.

O novo dono do resort mantém vínculos empresariais relevantes. Ele é sócio de Renato Mauro Menezes Costa, atual presidente da Friboi, empresa controlada pelos irmãos Batista, e também de Gabriel Paes Fortes, cunhado de José Batista Júnior, o Júnior Friboi, irmão mais velho de Joesley e Wesley. Os três participam da Petras Negócios e Participações, companhia voltada ao aluguel de aeronaves, na qual Barbosa detém 50% das cotas.

Além desse negócio, Paulo Humberto Barbosa possui participação em outras nove empresas registradas em seu nome. As atividades vão desde comércio atacadista até investimentos, passando por setores como agropecuária, o que demonstra um portfólio empresarial diversificado. Paralelamente, seu escritório de advocacia atua em processos que investigam a aquisição de empresas norte-americanas pelos irmãos Batista, operações que teriam contado com financiamento do BNDES.

Em nota, a JBS afirmou que “o escritório do advogado mencionado defendeu a empresa em ações no estado de Goiás. Nem a Companhia nem os acionistas possuem qualquer relação com as empresas citadas ou com qualquer outro negócio do advogado”.

A transação envolvendo o resort Tayayá ganhou ainda mais repercussão por ter sido realizada por meio de um fundo de investimento administrado pela Reag, instituição financeira que está no centro das investigações do escândalo do Banco Master. Essa conexão levantou questionamentos sobre a atuação de Dias Toffoli, relator do inquérito que apura o caso no STF.

O ministro também foi responsável, em 2023, por determinar a suspensão do pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões prevista no acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal. Embora Toffoli nunca tenha integrado formalmente o quadro societário do resort, ele é conhecido por frequentar o local com regularidade.

No fim de 2025, a imprensa noticiou que Toffoli esteve no Tayayá utilizando uma aeronave pertencente a Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco. Ele é investigado na Operação Carbono Oculto e suspeito de integrar um esquema ligado ao PCC envolvendo evasão fiscal e comercialização de combustível adulterado.

Procurado para comentar as conexões entre o resort, o advogado e as investigações em curso, Dias Toffoli não se manifestou. Paulo Humberto Barbosa também não respondeu às tentativas de contato feitas pela coluna.

A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex-parlamentar, seria o verdadeiro autor da obra, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder - já que a censura persiste por quase UM ANO.

Atualmente, muitos outros livros devem estar na mira da censura. Existem dois exemplos claros: os livros "A Máquina Contra o Homem" e "O Fantasma do Alvorada", que falam justamente sobre a censura, estranhos acontecimentos dentro do STF e a perseguição contra Bolsonaro.

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da Redação