Irmã presa do prefeito de SP já tem condenação por crime contra o próprio filho, de 11 anos

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A irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), Janaina Reis Miron, foi presa na tarde desta quinta-feira (15). Ela é acusada de desacato, embriaguez e lesão corporal, e era alvo de dois mandados de prisão. A captura ocorreu após o sistema de reconhecimento facial da prefeitura, o Smart Sampa, emitir um alerta indicando a presença de uma pessoa procurada pela Justiça nas dependências de uma unidade de saúde no bairro do Socorro. Ninguém poderia imaginar que essa pessoa fosse a irmã do prefeito.

Janaína tem uma condenação judicial por agredir mo próprio filho, de 11 anos de idade. Ela foi denunciada por agredir a criança “por meio de mordidas no braço, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos, causando-lhe lesões corporais de natureza leve descritas no exame de corpo de delito”, pelo que consta na decisão de abril de 2024.

Os fatos ocorreram em 2014: “Segundo o apurado, a ré fazia uso abusivo de bebidas alcoólicas e costumava agredir seus filhos. Na data dos fatos, sem razão aparente, passou a agredir seu filho (…) após o regresso da criança da escola”, diz a decisão judicial. O menino foi submetido a exame de corpo de delito que confirmou as lesões.

À Justiça, a vítima relatou que ficara de recuperação e estava estudando para as provas quando a mãe lhe pediu para limpar a comida que a irmã derrubara no chão. “Quando respondeu que não podia, iniciou-se uma discussão e, sem qualquer motivo, foi agredido por ela com mordidas, tapas e um cabo de vassoura, além de puxões de cabelo“, contou em juízo.

Já o pai do menino, o policial militar Claudecir Messias Miron, que à época dos fatos estava separado de Janaína, contou que recebeu ligação do filho, trancado no banheiro, informando que havia sido mordido pela mãe, que esperava ele com um cabo de vassoura do lado de fora para continuar com as agressões.

“[Claudemir] Contou que foi buscar o filho acompanhado da polícia, com quem ingressou no condomínio, e que se dirigiram depois à delegacia e ao Instituto Médico Legal, onde foi realizado o exame de corpo de delito, que atestou a lesão correspondente à mordida”, afirma a decisão judicial. Depois disso, ele obteve a guarda dos filhos.

Em 2021, a ré foi beneficiada com a suspensão condicional do processo, mas teve a benesse revogada, em 2023, pois descumpriu as obrigações assumidas: mudou-se de endereço sem informar à Justiça. Em 2024, foi julgada sem apresentar defesa e condenada a oito meses de prisão em regime aberto.

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da Redação