Nova liquidação escancara "rombo" de R$ 300 bilhões no mercado financeiro

18/01/2026 às 21:20 Ler na área do assinante

A decisão do Banco Central de decretar a liquidação da gestora Reag trouxe à tona uma das estruturas mais opacas já vistas no sistema financeiro brasileiro. Estima-se que mais de R$ 300 bilhões tenham circulado por fundos cuja arquitetura dificulta — e em alguns casos impede — a identificação de quem realmente controla o dinheiro.

A Reag operava por meio de um intrincado arranjo de fundos que investem em outros fundos, criando camadas sucessivas de intermediação. Na prática, esse modelo permite movimentações bilionárias sem que pessoas físicas ou jurídicas apareçam diretamente como responsáveis finais pelos recursos.

Embora esse tipo de estrutura não seja, por si só, ilegal, especialistas apontam que ela cria um ambiente ideal para ocultação patrimonial, blindagem de ativos e dificuldade de fiscalização. O que fica visível ao público são apenas as empresas investidas; já os nomes dos verdadeiros donos do capital permanecem sob sigilo.

Alerta aceso por investigações

Apurações iniciais da Polícia Federal e do Ministério Público indicaram que esse modelo teria sido explorado por agentes ligados a esquemas criminosos. A chamada operação Carbono Oculto identificou o uso dessas estruturas para lavagem de dinheiro oriundo de refinarias supostamente controladas pelo crime organizado, com destaque para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo investigadores, esses grupos não seriam os únicos interessados nos serviços oferecidos pela Reag. A gestora também aparece no radar da Operação Compliance Zero, que envolve outras instituições financeiras e cuja nova fase antecedeu a decisão do Banco Central.

Crescimento acelerado e volume alarmante

Dados da Anbima mostram que, até novembro de 2025, a Reag administrava cerca de R$ 352,9 bilhões. O salto impressiona: em apenas cinco anos, o patrimônio sob gestão cresceu quase 14 vezes, saindo de aproximadamente R$ 25 bilhões em 2020.

Esse avanço meteórico, aliado ao modelo de funcionamento altamente sofisticado e pouco transparente, levantou alertas entre órgãos de controle e autoridades reguladoras.

Motivos da liquidação

Ao justificar a medida extrema, o Banco Central afirmou que a Reag cometeu graves violações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional. Com a liquidação, a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada responsável pelo processo, tendo Antônio Pereira de Souza como técnico encarregado.

Com a intervenção, toda a documentação e os registros internos da gestora passam a ficar à disposição dos órgãos de fiscalização, o que pode revelar quem estava por trás de uma das maiores engrenagens financeiras já montadas no país — e como bilhões circularam longe dos holofotes.

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