Giorgia Meloni descarta Lula e assina acordo com presidente do Paraguai

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A União Europeia e o Mercosul assinam neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai, o acordo de livre comércio entre os dois blocos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, participam da cerimônia que ocorre após a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ter liberado o tratado em janeiro, revertendo sua decisão de bloqueá-lo em dezembro passado.

Von der Leyen esteve na sexta-feira (16) no Rio de Janeiro para encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente brasileiro, no entanto, não estará presente na cerimônia em Assunção, diferentemente dos demais líderes do Mercosul.

Em novembro de 2025, Lula havia afirmado que o acordo seria firmado antes do final daquele ano, durante a presidência brasileira do bloco sul-americano. A cúpula do Mercosul estava marcada para 20 de dezembro em Foz do Iguaçu, onde o Brasil seria anfitrião do evento.

O plano original foi interrompido quando Meloni declarou considerar "prematuro" assinar o acordo naquele momento. A líder italiana pediu mais proteções para agricultores europeus. Na cúpula realizada em Foz do Iguaçu, o presidente argentino Javier Milei criticou o que chamou de "lentidão" do Mercosul.

A União Europeia propôs no início de janeiro antecipar o acesso a fundos agrícolas a partir de 2028. Esta medida foi suficiente para que Meloni mudasse sua posição apenas 23 dias após ter bloqueado o acordo.

O equilíbrio entre países favoráveis e contrários ao tratado dentro da UE tornava a posição italiana decisiva. A mudança de Meloni transferiu o protagonismo da assinatura para o Paraguai, atual detentor da presidência rotativa do Mercosul sob o comando de Santiago Peña.

Durante a cúpula de dezembro em Foz do Iguaçu, Peña disse que o Mercosul ficou "como noivo esperando a noiva no altar". Agora, será ele o anfitrião da cerimônia que oficializa o acordo.

A reviravolta também beneficia Milei, que mantém proximidade com a primeira-ministra italiana. O presidente argentino é adversário político de Lula no cenário regional.

Meloni demonstrou sua influência no contexto europeu ao conseguir tanto bloquear quanto viabilizar o acordo. Sua posição de liderança se fortalece em um momento em que outros líderes tradicionais enfrentam dificuldades políticas.

O presidente francês Emmanuel Macron está politicamente enfraquecido a pouco mais de um ano do fim de seu segundo mandato. O chanceler alemão Friedrich Merz, apesar de liderar uma potência econômica, está no poder há apenas oito meses e possui apoio limitado no parlamento alemão.

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da Redação