A sociedade civil precisa cobrar da velha mídia pelo abuso de uma liberdade que não tem!

18/01/2026 às 12:18 Ler na área do assinante

Para ficarmos apenas no período contemporâneo das eleições de 2018 e da atuação do STF no campo da política brasileira, que reúne a atividade do jornalismo e um papel que não lhe cabe, é preciso resgatar o bom jornalismo onde muita coisa há de ser compreendida.

 O principal papel do jornalismo, em suma, é o compromisso de informar com veracidade e imparcialidade, e com isso, fazer jus ao reconhecimento de ser um dos pilares da democracia.  

Mas na verdade, o jornalismo ativista usa e abusa da universal LIBERDADE DE IMPRENSA, e sua essencial condição de formador de opinião e promotor da cidadania. E esta liberdade de imprensa encontra defensores em todas as fronteiras da sociedade mundial. Mas há controvérsia!

Pegando apenas dois casos, no Brasil, de abuso dessa liberdade de imprensa, foquemos em duas expressões largamente utilizadas pelo jornalismo que alimentam mentiras e narrativas, especialmente no campo político e cultural; GOLPE e EXTREMA-DIREITA, e suas variantes.

Há anos o jornalismo fomenta o ódio na sociedade classificando qualquer pessoa, ou instituição, que não atenda as demandas do sistema autoritário que grassa no país, como GOLPISTAS. Esta expressão não saiu das páginas digitais e dos telejornais, um dia sequer, após o dia 8 de janeiro de 2023. Ao invés de dar sustentação à república, serviu de escora para a quebra institucional brasileira.

Já a expressão EXTREMA-DIREITA tomou conta das redações a partir de 2018, quando o mundo político ficou assustado com a eleição de Jair Bolsonaro para presidência da república naquele ano. Isso desencadeou uma sistemática campanha do jornalismo contra o mandatário e a todos do seu entorno.

Justifica-se, então, reconhecer o jornalismo como extrema imprensa?

O jornalismo militante fracassado em si mesmo maculou toda uma classe. Se despiu da honra, deu de ombros à dignidade, e despudoradamente enalteceu a falta de vergonha.

E o jornalismo não dá trégua, nem quando se trata de Brasil, nem quando em outros países!

Recentemente, assistimos isso nas eleições americanas, nas tratativas do candidato Donald Trump chamado de extremista da direita à torto e a direito.

E, agora, ao vivo, assistimos ao ataque da imprensa ao candidato André Ventura em Portugal, representante da ala conservadora no país irmão. Seu partido, o CHEGA, sob sua liderança, vem crescendo exponencialmente na política portuguesa, e é potencial candidato à disputa do segundo turno nas eleições presidenciais no país.

 E vejam a atuação da imprensa nacional, tendo como carro-chefe o maior grupo de comunicação do país, outrora das Américas, o Grupo Globo.

 

Fica a pergunta: com que direito a imprensa tem a liberdade de classificar seus adversários (é disso que se trata) como bem entende?

É por isso que a sociedade civil precisa reagir, ainda mais fortemente, contra esse jornalismo que passa ao largo de sua própria existência, que caminha por uma trilha perigosa, carregando em seu lamaçal tóxico uma significativa parcela de cidadãos, quando não conscientes por seu espectro político, os desprovidos de moralidade e os incautos por natureza ou por fraqueza intelectual.

Alexandre Siqueira

Jornalista independente - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:
  http://livrariafactus.com.br

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