
Sai decisão judicial sobre “briga familiar” entre Cristiano Zanin e o sogro
19/01/2026 às 18:59 Ler na área do assinante
A 7ª Vara Cível de São Paulo decidiu sobre o pedido do advogado Roberto Teixeira para anular a distribuição de lucros milionários do escritório que mantinha com o atual ministro do STF, Cristiano Zanin. A decisão, proferida em 19 de setembro, determinou que o prazo para contestar o acordo financeiro de dezembro de 2013 já havia expirado quando a ação foi apresentada em julho de 2024.
O caso expõe o rompimento familiar entre Roberto Teixeira e sua filha Valeska Zanin Martins, esposa do ministro do Supremo. Teixeira, que possuía 55% de participação no escritório Teixeira Martins, questiona a distribuição de lucros que incluiu imóveis avaliados em R$ 4,1 milhões para suas filhas.
O escritório Teixeira Martins ficou conhecido nacionalmente pela defesa do presidente Lula nos processos da Lava Jato. Em junho de 2023, após as vitórias jurídicas nestes casos, Zanin foi indicado para uma vaga no STF.
Em agosto de 2022, Zanin e Valeska deixaram a sociedade com Roberto Teixeira para criar o escritório Zanin Martins Advogados, hoje administrado apenas por Valeska. Segundo Teixeira, esta saída não foi amigável e causou o rompimento dos laços familiares. Ele alega que o casal utilizou as vitórias na Lava Jato para "ganhar projeção midiática e desfrutar exclusivamente do prestígio do escritório".
Na ação judicial, Teixeira menciona que sua esposa, Elvira Teixeira, cedeu R$ 7,8 milhões às duas filhas do casal. O advogado argumenta que a saída de Zanin e Valeska em 2022, próxima à conclusão de casos importantes com honorários milionários a serem recebidos, prejudicou financeiramente seu escritório.
Teixeira também afirma que a filha ajuizou oito ações para "desestruturar de forma antecipada" o patrimônio dele e da esposa. Segundo o advogado, Zanin e Valeska levaram consigo advogados, estagiários e os principais clientes ao fundarem a nova banca.
Em sua defesa, Valeska contesta as alegações do pai, afirmando que ele recebeu R$ 5,8 milhões na distribuição de lucros de 2013, equivalente a 40% do total. Ela argumenta que os imóveis mencionados representavam menos de um terço dos lucros totais e que, posteriormente, ela, a irmã Larissa e Zanin aumentaram suas participações na sociedade.
Valeska também afirma desconhecer que a distribuição dos lucros fazia parte de um plano de antecipação de herança, como alega seu pai. Para ela, a ação judicial contém informações incompletas e distorcidas.
O ministro Zanin argumentou no processo que nunca foi herdeiro de Roberto Teixeira e que seu casamento com Valeska segue o regime de separação total de bens. Segundo o ministro, o sogro busca apenas revisar uma distribuição de lucros ocorrida há mais de dez anos.
Larissa Teixeira Quattrini, irmã de Valeska e também ex-sócia do escritório, apoiou a tese do pai, afirmando que Roberto foi preterido na distribuição das cotas em benefício das filhas.
Na sentença, o juiz destacou que a legislação estabelece prazo de dez anos para revisão contratual e considerou o caso prescrito. O magistrado afirmou: "Não há como reconhecer eventual vício no negócio jurídico atacado, tendo em vista que foi celebrado entre pessoas maiores e capazes, não havendo um indício sequer de que estavam alheias às suas faculdades mentais à época do negócio jurídico questionado, cabendo asseverar que se tratam de advogados e possuem o mais vasto conhecimento jurídico de seus atos".
O juiz também declarou que Roberto Teixeira busca questionar "a deliberação societária de distribuição de lucros e dação em pagamento", ressaltando que os imóveis pertenciam primeiro ao escritório e depois foram distribuídos como lucros.
Em dezembro de 2025, Roberto Teixeira apresentou recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), alegando uma "inaudita instrumentalização do Direito para destruir uma pessoa considerada inimiga".
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