Surge a 1ª versão de técnico de enfermagem para a matança em série em Hospital de Brasília
20/01/2026 às 14:54 Ler na área do assinanteMarcos Vinícius Silva Barbosa, técnico de enfermagem de 24 anos, apresentou explicações à Polícia Civil do DF (PCDF) sobre as mortes de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta em Taguatinga. A informação foi confirmada nesta terça-feira (20) após investigações policiais iniciadas por denúncia da própria instituição de saúde.
Preso durante a Operação Anúbis, Silva Barbosa negou inicialmente qualquer irregularidade. Quando confrontado com gravações das câmeras de segurança, o técnico admitiu os atos.
Em seu depoimento, Marcos Vinicius Silva Barbosa apresentou justificativas para os crimes. Inicialmente, ele alegou ter agido com a intenção de "aliviar o sofrimentos das vítimas". Em outro momento, afirmou que o hospital "estava tumultuado" e que teria cometido os atos "por estar nervoso". Ao ver as imagens que o mostravam administrando as substâncias, disse apenas que "parece que fez isso mesmo."
As investigações da PCDF apontam que o técnico, em alguns casos com auxílio de duas colegas de profissão, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, injetou medicamentos não prescritos nos pacientes.
Os pacientes vitimados foram João Clemente Pereira, servidor da Caesb de 63 anos; Marcos Moreira, funcionário dos Correios de 33 anos; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada de 75 anos. No caso da professora, os investigadores descobriram que o técnico injetou mais de dez seringas contendo desinfetante em seu organismo.
As gravações de segurança registraram Silva Barbosa prescrevendo receitas, buscando medicamentos e preparando-os para aplicação. Segundo a investigação, após receberem a substância, os pacientes sofriam parada cardíaca quase imediatamente. Para encobrir suas ações, o técnico realizava manobras de reanimação enquanto suas colegas observavam à distância.
A Polícia Civil apreendeu os celulares dos suspeitos, que estão sendo analisados pelo Instituto de Criminalística.
O Hospital Anchieta identificou as evidências que levaram à descoberta dos crimes. Em comunicado oficial, a instituição afirmou: "O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria". Após sua apuração interna, o hospital solicitou a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva dos envolvidos, já desligados da instituição.
Em nota, o Hospital Anchieta manifestou solidariedade às famílias: "O hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça."
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da Redação