

Ao menos 16 pessoas morreram em consequência de uma série de incêndios florestais que atingem o sul do Chile, nas regiões de Ñuble e Biobío. A informação foi confirmada neste domingo (18) pelo ministro da Segurança Pública, Luis Cordero.
Segundo o ministro, as vítimas foram encontradas nas áreas diretamente atingidas pelo fogo. Durante a madrugada, as autoridades emitiram entre 87 e 88 alertas do Sistema de Alerta de Emergência (SAE) para evacuação imediata de moradores em zonas de risco.
Os incêndios começaram no sábado (17) e já provocaram o deslocamento de cerca de 30 mil pessoas. Uma das áreas mais afetadas é a comuna de Penco, localizada a aproximadamente 500 quilômetros ao sul da capital chilena.
Diante da gravidade da situação, o presidente Gabriel Boric decretou estado de catástrofe nas regiões atingidas. De acordo com o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, Boric também viajará até as áreas afetadas para acompanhar de perto a situação e reforçar as medidas de resposta. O presidente cancelou a agenda oficial prevista para esta segunda-feira (19).
O presidente eleito, José Antonio Kast, afirmou nas redes sociais que, diante da emergência, “não há espaço para disputas políticas”, defendendo que o foco seja o combate aos incêndios e o apoio às vítimas. Kast assumirá o governo em março e deve anunciar seu gabinete ainda nesta semana.
Na região de Biobío, onde se concentram 15 das 16 mortes, o governador Sergio Giacaman classificou a situação como uma das maiores catástrofes recentes do país, comparando a tragédia ao terremoto de 2010 que devastou o sul do Chile.
A Corporação Nacional Florestal (Conaf) informou que apenas no setor de Penco já são cerca de 5 mil hectares queimados. Em Ñuble, o último relatório aponta nove focos ativos, que consumiram mais de 4 mil hectares.
As condições climáticas têm dificultado o combate às chamas. Além das altas temperaturas, o chamado vento Puelche — seco e quente, proveniente da Cordilheira dos Andes — intensificou o fogo ao elevar a temperatura e reduzir drasticamente a umidade do ar. A diretora do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres, Alicia Cebrián, afirmou que o cenário enfrentado pelas equipes é extremamente adverso.
Especialistas destacam que, embora incêndios florestais sejam recorrentes no Chile devido à geografia e ao clima, a frequência e a intensidade dos episódios aumentaram significativamente desde 2010. A crise climática, a megasseca prolongada e a expansão das áreas urbano-rurais têm agravado o problema.
O pior precedente recente ocorreu em fevereiro de 2024, na região de Valparaíso, quando incêndios provocaram a morte de 136 pessoas, na maior tragédia relacionada ao fogo já registrada no país.
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