
Fundo ligado a família de Toffoli transfere R$ 33,9 milhões a offshore em paraíso fiscal
20/01/2026 às 16:49 Ler na área do assinante
A Arleen Fundo de Investimentos transferiu todos seus ativos para a Egide I Holding, empresa offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. A transferência ocorreu em dezembro de 2025, após uma valorização de quase 45.000% no valor das cotas em apenas um mês. O fundo havia adquirido anteriormente ações do resort Tayayá, empreendimento que pertence aos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
A liquidação do fundo aconteceu em duas etapas. Em assembleia realizada em 5 de novembro de 2025, a Arleen definiu a transferência inicial de ativos para a Egide I Holding mediante cotas avaliadas em R$ 1,51 cada, totalizando R$ 11,5 milhões.
Um mês depois, em 4 de dezembro, o valor unitário das mesmas cotas aumentou para R$ 679,13. Com essa nova avaliação, o montante transferido para a offshore alcançou R$ 33,9 milhões.
Dados do portal i-BVI, que mantém registros de empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, mostram que a Egide I Holding foi constituída em março de 2025. O primeiro documento que conecta as duas entidades revela que a Arleen comprou ações da própria offshore por R$ 11,5 milhões, embora o valor de mercado desses ativos fosse estimado em apenas R$ 1,9 milhão.
O Banco Central decretou na quinta-feira (15) a liquidação da Reag Investimentos, administradora do fundo Arleen. A empresa está sendo investigada por possível participação em esquemas financeiros irregulares em conjunto com o Banco Master.
A Arleen iniciou suas operações em junho de 2021. Seu primeiro investimento foi a aquisição de 65.850 ações da Tayayá Administração e Participações Ltda. Seis meses antes dessa transação, os irmãos de Dias Toffoli haviam comprado 33% do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, é dono de fundos que adquiriram participação no Tayayá, conforme revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Zettel declarou à imprensa que deixou o fundo em 2022.
A rápida valorização de ativos observada neste caso apresenta semelhanças com práticas identificadas pela Polícia Federal na investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Investigadores apuram se fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro compravam ativos de baixa qualidade para depois vendê-los a preços artificialmente inflacionados.
A investigação da Polícia Federal, baseada em informações do BC, indica que o Banco Master criou uma estrutura utilizando fundos da Reag para adquirir ativos de baixa qualidade e simular valorização rápida dos investimentos do grupo.
Dias Toffoli é o relator do caso Banco Master no STF. O ministro reduziu recentemente de seis para dois dias o prazo para que a Polícia Federal colha depoimentos dos investigados.
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