Identificado em sistema de monitoramento, empresário é preso 24 anos após matar a esposa

22/01/2026 às 11:20 Ler na área do assinante

O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em São Paulo, em 2002. A prisão aconteceu no sábado (17), em Praia do Forte, no município de Mata de São João, no litoral norte baiano — o mesmo destino turístico onde o casal havia passado a lua de mel antes do crime.

Atualmente com 61 anos, Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado. O mandado de prisão foi expedido em 25 de junho de 2025, após o esgotamento de todos os recursos judiciais. O nome e a foto do empresário chegaram a ser incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.

Ele foi localizado após ser identificado por um sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial instalado em Praia do Forte. De acordo com a Polícia Militar, Nahas estava hospedado em um condomínio de luxo. Com ele, os agentes apreenderam 17 pinos de cocaína, três celulares, um carro modelo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo.

O crime ocorreu no apartamento do casal, em São Paulo. Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos. Segundo a acusação, Sérgio Nahas matou a esposa após ela descobrir traições e o uso de drogas por parte do marido, além de temer a divisão de bens em caso de divórcio.

De acordo com o Ministério Público, Fernanda tentou se proteger no closet do imóvel, mas Nahas teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. A perícia apontou que o primeiro tiro atingiu a vítima e o segundo saiu pela janela do apartamento.

A defesa sustentou que Fernanda sofria de depressão e que anotações pessoais indicariam intenção de suicídio. No entanto, laudo da Polícia Técnico-Científica não encontrou resíduos de pólvora nas mãos da vítima. Nahas chegou a ser preso por porte ilegal da arma, mas foi solto após 37 dias.

Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o empresário a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu, e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, a pedido do Ministério Público, aumentou a pena. Enquanto ainda cabiam recursos, Nahas respondeu ao processo em liberdade.

Com o trânsito em julgado da condenação em junho de 2025, a Justiça paulista determinou o cumprimento da pena, o que levou à prisão do empresário na Bahia.

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