
Em meio ao escândalo, ministros do STF planejam “saída honrosa” para Toffoli
22/01/2026 às 14:26 Ler na área do assinante
Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) estão defendendo o envio da investigação do caso Master à primeira instância da Justiça Federal como uma "saída honrosa" para o ministro Dias Toffoli. A proposta surge em meio à crise de imagem enfrentada pela corte devido aos desdobramentos do caso que investiga o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro, informaram fontes do tribunal.
A operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo Vorcaro, iniciou-se na Justiça Federal em Brasília antes de ser transferida ao STF após a Polícia Federal (PF) apreender documentos que mencionavam o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que possui prerrogativa de foro privilegiado.
Toffoli tem comunicado a auxiliares que não vê motivos para deixar a relatoria do processo, argumentando que sua situação não se enquadra nas hipóteses legais de impedimento. O Código de Processo Penal estabelece que um juiz está impedido quando seu cônjuge ou parente participou da ação, quando ele próprio atuou como advogado ou quando ele ou familiares sejam "diretamente interessados" no resultado.
A atuação do ministro no caso gerou questionamentos internos no Supremo. O rigoroso sigilo inicial imposto ao processo foi criticado por outros ministros. Posteriormente, uma viagem em jatinho com um advogado envolvido no caso e conexões de familiares do ministro com um fundo de investimentos relacionado ao Master, conforme publicado pela Folha, intensificaram as críticas.
Uma investigação paralela, originalmente conduzida pela Justiça Federal em São Paulo, também chegou ao STF. Este caso fundamentou a segunda fase da operação, realizada em 14 de janeiro, que investiga possíveis fraudes realizadas pelo Master através de fundos de investimento.
Investigadores afirmam que não existem, até o momento, evidências que indiquem envolvimento do deputado Bacelar nas supostas fraudes bancárias. O parlamentar declarou que participou de um fundo para construção de um condomínio na Bahia e que Vorcaro manifestou interesse em adquirir parte do projeto, mas a negociação não foi concluída.
Um grupo de ministros do STF sugere que Toffoli poderia usar a ausência de provas contra Bacelar como justificativa para devolver o processo à primeira instância. Esta estratégia afastaria o Supremo do centro da crise, neutralizaria alegações de suspeição contra o ministro e manteria válidos todos os atos já assinados por ele no processo.
Caso esta solução seja adotada, os depoimentos dos investigados, a documentação da acareação entre banqueiros e os resultados das buscas realizadas pela PF seriam compartilhados com a Justiça Federal, evitando o reinício da investigação.
A proposta de transferência do processo encontra apoio entre membros do Ministério Público Federal (MPF), pessoas próximas a Toffoli e advogados que acompanham o caso. Inicialmente, foi a defesa de Vorcaro que solicitou a supervisão do STF para a investigação.
Na semana passada, o ministro interferiu no cronograma da PF, condensando depoimentos previstos para o final de janeiro e início de fevereiro para apenas dois dias, 26 e 27 de janeiro.
A designação, por iniciativa própria do ministro, dos peritos que analisarão as provas obtidas na última fase da operação Compliance Zero gerou controvérsia. A associação de delegados classificou as determinações do ministro como uma "afronta às prerrogativas" da categoria.
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