Vaza relato de presidente interina da Venezuela: “15 minutos para decidir entre colaborar ou morrer”

24/01/2026 às 15:07 Ler na área do assinante

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, revelou que ela e outros líderes chavistas receberam ameaças de morte por autoridades dos EUA após a captura de Nicolás Maduro. Em reunião com influenciadores digitais realizada em 10 de janeiro, Rodríguez afirmou que os líderes venezuelanos receberam um ultimato de 15 minutos para decidir entre colaborar ou morrer. O conteúdo foi divulgado em um vídeo que vazou recentemente.

O registro audiovisual mostra uma reunião conduzida por Freddy Ñáñez, então ministro das Comunicações e Informação. Durante o encontro, Rodríguez compartilhou por telefone, em viva-voz, detalhes sobre os momentos vividos pela cúpula do governo venezuelano.

"Dói... ter que assumir responsabilidades nessas circunstâncias", declarou Delcy durante a ligação. "As ameaças começaram no primeiro minuto em que sequestraram o presidente [Maduro]. Deram a Diosdado [Cabello, ministro do Interior], a Jorge [Rodríguez, irmão de Delcy e presidente do Congresso] e a mim 15 minutos para responder, ou nos matariam."

O site La Hora de Venezuela foi o primeiro a divulgar o conteúdo da gravação. Segundo o jornal The Guardian, o vídeo aparentemente foi gravado durante uma videoconferência, com alguns participantes conectados remotamente enquanto a maioria estava presente fisicamente.

Em seu depoimento de aproximadamente seis minutos, dentro de uma reunião que durou mais de uma hora, Rodríguez disse que as autoridades americanas inicialmente informaram que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, haviam sido mortos. Diante dessa situação, ela, seu irmão Jorge e Diosdado Cabello enfrentaram as ameaças afirmando que "estavam prontos para compartilhar o mesmo destino".

A presidente interina enfatizou que essa postura se mantém: "E digo a vocês, mantemos essa declaração até hoje, porque as ameaças e a chantagem são constantes, e temos que prosseguir com paciência e prudência estratégica, com objetivos muito claros, irmãos e irmãs", afirmou aos influenciadores alinhados ao regime chavista.

Delcy expressou surpresa com a intensidade das ações militares americanas, que incluíram bombardeios em Caracas. Segundo ela, embora o governo venezuelano esperasse algum tipo de intervenção militar por parte dos EUA, "não pensava" que seria "nessa natureza tão selvagem e criminal em uma confrontação tão desigual".

O encontro evidencia os esforços da administração de Rodríguez para controlar a narrativa interna enquanto busca estabilizar as relações com os Estados Unidos. Em seu discurso, a presidente interina pediu que seus aliados não questionassem "ações que pudessem parecer pouco compreensíveis" e garantiu que "a direção política está firmemente comprometida" com objetivos estratégicos para o bem da Venezuela.

Durante a reunião, Rodríguez fez críticas aos "adversários", aparentemente referindo-se às autoridades americanas, sem mencionar nomes específicos. "Não estamos enfrentando, nem temos, adversários que possam ser compreendidos dentro da estrutura da racionalidade humana. Temos, sim, adversários, e estamos lidando com uma classe de pessoas que, acima de tudo, têm sua integridade moral muito comprometida", declarou.

A reunião ocorreu quando Ñáñez ainda ocupava o cargo de ministro das Comunicações, antes de ser transferido para o Ministério do Meio Ambiente e substituído pelo filósofo, escritor e comunicador Miguel Pérez Pirela. Este encontro trouxe à tona uma versão dos acontecimentos até então desconhecida pelo grande público venezuelano.

Entre as demandas pelo retorno de Maduro e Cilia Flores, além de condenações pela violação da integridade territorial venezuelana, Delcy tem mantido uma postura cautelosa. Essa abordagem lhe rendeu elogios do presidente americano e um convite para visita oficial à Casa Branca, ainda sem data definida.

O fato de a reunião ter sido direcionada a influenciadores digitais alinhados ao chavismo sugere uma tentativa do governo venezuelano de gerenciar a comunicação em um momento de crise. Ao apresentar Rodríguez aos participantes, o então ministro Ñáñez afirmou que "rumores, intrigas e tentativas de desacreditá-la" deveriam ser silenciados.

Publicamente, o governo venezuelano tem demonstrado preocupação com o controle narrativo dos acontecimentos. A substituição de Ñáñez por Pirela na pasta das Comunicações foi anunciada pela própria Delcy em suas redes sociais como um passo para fortalecer "a batalha comunicacional em defesa da verdade".

Delcy Rodríguez tem sido alvo de teorias que sugerem colaboração de autoridades venezuelanas com os Estados Unidos para facilitar a captura de Maduro. Essas especulações ganharam força devido à relativa facilidade com que o presidente foi retirado do país sem resistência militar significativa.

Somou-se a isso o histórico de conversas entre Rodríguez e autoridades americanas durante o período de tensões entre Washington e Caracas. O lado americano já havia considerado a vice-presidente de Maduro como alguém capaz de conduzir negócios de forma mais profissional.

Embora negue colaboração com os EUA, Delcy iniciou um processo para modificar a legislação do setor petrolífero, permitindo a entrada de empresas privadas. Além disso, avançou na retomada de relações diplomáticas com os Estados Unidos.

Na última terça-feira, a presidente interina anunciou a entrada dos primeiros US$ 300 milhões (equivalentes a R$ 1,6 bilhões) provenientes da venda de petróleo venezuelano controlada pelos EUA, que atualmente administra a comercialização do petróleo do país.

Paralelamente, Rodríguez mantém diálogo com apoiadores históricos do regime chavista. Recentemente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel revelou ter conversado por telefone com Delcy, a quem expressou "apoio e a solidariedade", marcando o primeiro contato direto entre os dois líderes desde os acontecimentos.

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