Flávio Bolsonaro em Israel: Uma caminhada contra o ódio e em defesa do povo judeu

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O início da caminhada internacional do senador Flávio Bolsonaro carrega um peso que vai além da diplomacia protocolar. Começa em Israel, não por acaso, mas por significado. A convite do governo israelense, ao participar da 2ª Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, iniciada em 26 de janeiro, Flávio se posiciona onde a história sangra, onde a memória exige vigilância e onde o silêncio jamais pode ser opção.

A presença na abertura oficial da conferência, realizada no Parlamento israelense, é um gesto que fala antes mesmo das palavras. Israel não é apenas um Estado-nação, é o símbolo vivo da resistência de um povo que sobreviveu à tentativa sistemática de extermínio e que, ainda hoje, enfrenta o ódio travestido de discurso político, ideológico ou “humanitário”.

O senador fará seu discurso em 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e de Combate ao Antissemitismo, fato que se reveste de um simbolismo profundo. Não se trata apenas de agenda internacional, mas de compromisso moral. É o reconhecimento de que o antissemitismo não pertence ao passado, posto que ele se reinventa, muda de linguagem, mas preserva a mesma essência destrutiva.

Para os judeus brasileiros, essa visita representa algo raro e valioso, é a certeza de que não estão sozinhos. Em um momento em que o governo brasileiro adota posições ambíguas, quando não abertamente hostis, em relação a Israel, flertando com narrativas que relativizam o terrorismo do Hamas e silenciando diante da brutal repressão do regime iraniano contra seu próprio povo, o gesto de Flávio Bolsonaro, como pré-candidato a presidência da República, surge como contraponto claro e inequívoco.

Apoiar a comunidade judaica não é apoiar guerra, é defender a vida. É condenar o terrorismo sem adjetivos, denunciar regimes que assassinam civis desarmados, mulheres e jovens que clamam por liberdade, e afirmar que a dignidade humana não pode ser seletiva. Direitos humanos não podem depender de alinhamento ideológico.

Esta caminhada internacional começa, portanto, no lugar certo. Começa onde a memória é sagrada e a liberdade foi conquistada a um custo altíssimo. Ao estender a mão à comunidade judaica brasileira, Flávio Bolsonaro reafirma que combater o antissemitismo é um dever civilizacional, não de um partido, não de um governo, mas de todos que ainda acreditam em justiça, verdade e humanidade.

Que essa postura sirva de lembrança e alerta, pois quando o ódio é normalizado, todos correm perigo. Quando um povo é defendido em sua dignidade, toda a civilização avança.

Foto de Henrique Alves da Rocha

Henrique Alves da Rocha

Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.