Em desespero, banco envolvido no caso Master tenta contato com influenciadores

30/01/2026 às 10:26 Ler na área do assinante

O envio de emails a influenciadores digitais, em meio às investigações envolvendo o Banco Master, gerou repercussão nas redes sociais e levou o Banco de Brasília (BRB) a se manifestar publicamente. Criadores de conteúdo divulgaram mensagens que solicitavam orçamento para comentar o caso Master e participar de um encontro presencial com o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em São Paulo.

De acordo com os relatos, as mensagens foram enviadas por uma agência que presta serviços ao BRB e mencionavam a possibilidade de um almoço com outros influenciadores, além da apresentação de informações técnicas relacionadas ao caso. Após a divulgação do conteúdo dos emails, o BRB afirmou que não autorizou a iniciativa e que não partiu da instituição qualquer orientação para esse tipo de abordagem.

A agência Flap, citada como responsável pelo envio das mensagens, declarou que realizou a cotação por conta própria, sem o aval do banco. Segundo a empresa, a intenção seria apenas levantar custos e avaliar a viabilidade de um eventual encontro, tendo recorrido à empresa TMA para intermediar o contato com os influenciadores.

Entre os nomes que tornaram os emails públicos estão Renata Barreto e Renato Breia, que afirmaram ter recebido as mensagens na terça-feira (27). Ambos reagiram de forma crítica à abordagem, especialmente pelo contexto de crise que envolve o Banco Master.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renato Breia questionou a estratégia.

"Um banco que tem CDBs no mercado, tem seu RI [Relatório de Investimentos], precisa de um influencer ir lá almoçar com o presidente do banco para falar bem do banco?", afirmou.

Renata Barreto também se manifestou de maneira negativa e criticou a tentativa de comunicação por meio de criadores de conteúdo.

"Não deve ser sério um negócio desses. Alguém avisa o presidente do BRB que a pessoa que deu a ideia de me chamar para fazer “publi” do banco no caso Master realmente não me conhece. Vocês que se expliquem para o mercado com transparência ao invés de usar influenciadores para isso.", disse.

Pessoas ligadas à agência envolvida sustentam que os emails não continham qualquer pedido ilegal ou orientação explícita para promoção do banco, limitando-se à consulta de valores e à análise de custos. Ainda assim, os influenciadores consideraram a iniciativa inadequada diante da gravidade do cenário envolvendo o Banco Master.

Em novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação do Master. O proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso e é investigado por suspeitas de fraudes financeiras. Posteriormente, a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar denúncias de tentativas de influenciar conteúdos contrários ao Banco Central em outro episódio, investigação autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Sobre o episódio mais recente, o BRB reiterou que não autorizou qualquer contato com influenciadores. A agência Flap reforçou essa versão e afirmou, em nota, que não houve “qualquer tentativa de compra de opinião ou interferência editorial”.

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