Moraes diz "não" a Bolsonaro e dá desculpa esfarrapada

30/01/2026 às 11:27 Ler na área do assinante

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu impedir as visitas do senador Magno Malta (PL-ES) e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra sob custódia. A decisão foi fundamentada em razões distintas para cada um dos pedidos e incluiu mudanças nas regras de visitação.

No caso de Magno Malta, Moraes considerou um ofício encaminhado pelo 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O documento relata que o senador tentou acessar o local onde Bolsonaro está detido sem autorização prévia e que também tentou realizar gravações, sendo contido pelos policiais responsáveis. Em manifestação posterior, o parlamentar afirmou que não solicitou a entrada e que apenas buscou informações sobre a situação do ex-presidente.

Ao analisar o episódio, o ministro avaliou que a conduta descrita poderia comprometer o funcionamento da unidade responsável pela custódia. Segundo ele, "tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido". Na mesma decisão, Moraes atendeu a uma solicitação da Polícia Militar e alterou os dias permitidos para visitas, que passaram de quartas e quintas-feiras para quartas e sábados.

Em relação a Valdemar Costa Neto, o ministro destacou que o dirigente partidário é investigado no mesmo contexto das acusações atribuídas a Bolsonaro. As apurações foram retomadas pela Primeira Turma do STF durante o julgamento dos réus do chamado núcleo 4. O foco das investigações envolve o pedido apresentado por Valdemar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a anulação de votos de urnas eletrônicas consideradas "inconsistentes", acompanhado de um laudo elaborado pelo Instituto Voto Legal (IVL), então presidido por Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.

Apesar das negativas, Moraes autorizou a entrada de outras quatro pessoas para visitar Bolsonaro: os deputados federais Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Hélio Lopes (PL-RJ), o senador Wilder Morais (PL-GO) e Luiz Antônio Nabhan Garcia, que foi secretário de Assuntos Fundiários durante o governo Bolsonaro.

O ministro também permitiu que o ex-presidente realize caminhadas, desde que de maneira limitada e supervisionada. A decisão estabelece que a atividade ocorra "de forma controlada e restrita, em locais previamente definidos, [...] preferencialmente o campo de futebol ou a pista asfaltada, em dias e horários estabelecidos pela unidade custodiante".

Inacreditável...

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Veja a capa:

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