AO VIVO: Fim do recesso coloca o Congresso no centro do tabuleiro político e tem Vorcaro na CPMI do INSS

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O fim do recesso parlamentar recoloca o Congresso Nacional no epicentro da disputa política que já mira diretamente as eleições de 2026. Deputados e senadores retornam a Brasília não apenas para retomar votações acumuladas, mas para lidar com uma pauta que ganhou peso estratégico durante as semanas de paralisação formal dos trabalhos.

O clima não é de rotina. É de pressão represada.

Nos bastidores, líderes partidários já admitem que as primeiras semanas após o retorno serão marcadas por disputas duras, votações sensíveis e movimentações que terão impacto direto na narrativa política do país.

AS PAUTAS QUE VOLTAM COM FORÇA TOTAL

Entre os temas que devem dominar a agenda logo no início dos trabalhos estão:

        •      Instalação e andamento de CPIs e CPMIs, especialmente aquelas relacionadas a denúncias que envolvem órgãos federais e gestão de recursos públicos;

        •      Projetos econômicos que estavam travados aguardando o retorno do plenário, incluindo matérias fiscais e orçamentárias com impacto direto na condução do governo;

        •      Discussões sobre o INSS e benefícios sociais, que ganharam peso político após as recentes denúncias e que devem ser exploradas tanto por governo quanto por oposição;

        •      Reformas administrativas pontuais e projetos que envolvem estrutura do Estado, vistos como temas estratégicos para marcar posição perante o eleitorado;

        •      Movimentações ligadas ao Judiciário e ao STF, que voltam ao debate político no Parlamento após decisões recentes que causaram desconforto em parte dos congressistas.

A CPMI DO INSS COMO FOCO DE TENSÃO

A CPMI do INSS desponta como um dos pontos mais sensíveis da retomada. Parlamentares já admitem que os desdobramentos dessa comissão podem gerar desgaste institucional e alimentar o debate público em torno da gestão federal.

O assunto saiu do campo técnico e entrou definitivamente no campo político.

O QUE ESTÁ EM JOGO NÃO É APENAS VOTAÇÃO

Mais do que aprovar ou rejeitar projetos, o retorno do Congresso marca o início de uma fase em que cada posicionamento passa a ter valor eleitoral.

Discursos em plenário, requerimentos, convocações, pedidos de informação e articulações de bastidor passam a compor a narrativa que será usada nos palanques em 2026.

Deputados e senadores sabem disso.

E é por isso que a volta do recesso não significa apenas retomar a agenda — significa entrar oficialmente no modo pré-eleitoral.

GOVERNO E OPOSIÇÃO ENTRAM EM CAMPO

O governo busca retomar o controle da pauta e evitar que o Parlamento se transforme em palco permanente de desgaste.

A oposição, por sua vez, vê no retorno do Congresso a oportunidade de ampliar a pressão, dar visibilidade a denúncias e construir uma narrativa de enfrentamento que dialogue diretamente com o eleitorado.

O resultado dessa disputa começa agora.

BRASÍLIA VOLTA AO RITMO ACELERADO

A capital federal sai do período de aparente calmaria para um cenário de tensão política crescente. A retomada dos trabalhos no Congresso inaugura uma fase em que cada votação, cada comissão e cada fala passa a ter repercussão muito além dos muros do Parlamento.

O recesso acabou.

E o jogo político, que muitos achavam adormecido, volta a ser jogado em alta intensidade — já com os olhos voltados para 2026.

Veja o vídeo:

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Jornalista e escritor
Autor do livro “Por trás das grades - O diário de Anne Brasil”.