AO VIVO: Fim do recesso coloca o Congresso no centro do tabuleiro político e tem Vorcaro na CPMI do INSS
02/02/2026 às 06:50 Ler na área do assinanteO fim do recesso parlamentar recoloca o Congresso Nacional no epicentro da disputa política que já mira diretamente as eleições de 2026. Deputados e senadores retornam a Brasília não apenas para retomar votações acumuladas, mas para lidar com uma pauta que ganhou peso estratégico durante as semanas de paralisação formal dos trabalhos.
O clima não é de rotina. É de pressão represada.
Nos bastidores, líderes partidários já admitem que as primeiras semanas após o retorno serão marcadas por disputas duras, votações sensíveis e movimentações que terão impacto direto na narrativa política do país.
AS PAUTAS QUE VOLTAM COM FORÇA TOTAL
Entre os temas que devem dominar a agenda logo no início dos trabalhos estão:
• Instalação e andamento de CPIs e CPMIs, especialmente aquelas relacionadas a denúncias que envolvem órgãos federais e gestão de recursos públicos;
• Projetos econômicos que estavam travados aguardando o retorno do plenário, incluindo matérias fiscais e orçamentárias com impacto direto na condução do governo;
• Discussões sobre o INSS e benefícios sociais, que ganharam peso político após as recentes denúncias e que devem ser exploradas tanto por governo quanto por oposição;
• Reformas administrativas pontuais e projetos que envolvem estrutura do Estado, vistos como temas estratégicos para marcar posição perante o eleitorado;
• Movimentações ligadas ao Judiciário e ao STF, que voltam ao debate político no Parlamento após decisões recentes que causaram desconforto em parte dos congressistas.
A CPMI DO INSS COMO FOCO DE TENSÃO
A CPMI do INSS desponta como um dos pontos mais sensíveis da retomada. Parlamentares já admitem que os desdobramentos dessa comissão podem gerar desgaste institucional e alimentar o debate público em torno da gestão federal.
O assunto saiu do campo técnico e entrou definitivamente no campo político.
O QUE ESTÁ EM JOGO NÃO É APENAS VOTAÇÃO
Mais do que aprovar ou rejeitar projetos, o retorno do Congresso marca o início de uma fase em que cada posicionamento passa a ter valor eleitoral.
Discursos em plenário, requerimentos, convocações, pedidos de informação e articulações de bastidor passam a compor a narrativa que será usada nos palanques em 2026.
Deputados e senadores sabem disso.
E é por isso que a volta do recesso não significa apenas retomar a agenda — significa entrar oficialmente no modo pré-eleitoral.
GOVERNO E OPOSIÇÃO ENTRAM EM CAMPO
O governo busca retomar o controle da pauta e evitar que o Parlamento se transforme em palco permanente de desgaste.
A oposição, por sua vez, vê no retorno do Congresso a oportunidade de ampliar a pressão, dar visibilidade a denúncias e construir uma narrativa de enfrentamento que dialogue diretamente com o eleitorado.
O resultado dessa disputa começa agora.
BRASÍLIA VOLTA AO RITMO ACELERADO
A capital federal sai do período de aparente calmaria para um cenário de tensão política crescente. A retomada dos trabalhos no Congresso inaugura uma fase em que cada votação, cada comissão e cada fala passa a ter repercussão muito além dos muros do Parlamento.
O recesso acabou.
E o jogo político, que muitos achavam adormecido, volta a ser jogado em alta intensidade — já com os olhos voltados para 2026.
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
Jornalista e escritor
Autor do livro “Por trás das grades - O diário de Anne Brasil”.