
Pai de adolescente envolvido no “caso Orelha” se manifesta pela 1ª vez e surpreende
02/02/2026 às 09:51 Ler na área do assinante
Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha retornaram ao Brasil e tiveram seus celulares apreendidos pela polícia. Os jovens desembarcaram na quinta-feira (29) após participarem de uma viagem escolar aos Estados Unidos. A apreensão dos aparelhos completa os mandados de busca expedidos anteriormente no âmbito da investigação.
O delegado Renan Balbino, responsável pela Delegacia de Adolescentes em Conflito com a Lei, explicou o procedimento adotado com os dispositivos.
"Os celulares estão apreendidos, eles estão em posse da Polícia Científica, que está realizando a extração de todas as informações dos quatro aparelhos para ver se é encontrado mais algum elemento de informação".
A polícia já ouviu mais de 20 testemunhas durante as investigações sobre a morte do animal. Os investigadores também analisam cerca de mil horas de imagens registradas por câmeras de segurança instaladas na região da Praia Brava, onde o caso teria ocorrido.
O Estatuto da Criança e do Adolescente impede a divulgação de imagens ou informações pessoais de menores de 18 anos que possam estar envolvidos em atos infracionais, o que explica a proteção da identidade dos suspeitos.
O pai de um dos adolescentes investigados manifestou-se publicamente pela primeira vez.
"A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada, não apresentaram absolutamente nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas", declarou.
Rodrigo Duarte da Silva, advogado que representa a família, também se pronunciou sobre o caso.
"Nós esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e, a partir daí, todos os adolescentes que não têm culpa alguma no caso sejam publicamente inocentados".
O advogado complementou sua declaração abordando a questão da responsabilização.
"Se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com qualquer maus-tratos ou com qualquer pequeno delito de quiosque ou de caminhar nas ruas e etc., que eles sejam, sim, responsabilizados, mas na medida da sua culpabilidade, por óbvio".
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