URGENTE: Grupo que tentou comprar o Master pede Recuperação Judicial
02/02/2026 às 08:34 Ler na área do assinanteInacreditável. Esse país não é para principiantes. Neste domingo (2), o Grupo Fictor protocolou na Justiça de São paulo um pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e Fictor Invest. No fim do ano passado, o Fictor fez proposta de compra do banco Master, numa operação que envolveria investidores árabes. O negócio não ocorreu porque o banco de Daniel Vorcaro acabou liquidado pelo Banco Central, na esteira do escândalo bilionário envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília.
O grupo diz, no comunicado, que o pedido de recuperação judicial é consequência da “crise de liquidez momentânea” originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
“Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz o texto.
Segundo comunicado emitido ao mercado, o movimento tem objetivo de “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores”.
“A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, diz o comunicado.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, 4 bilhões de reais e o Grupo Fictor pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.
No pedido de recuperação judicial, foi solicitado tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equanime.
“Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos”, diz o Fictor.
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da Redação