Ex-chanceler morre dentro de presídio no Rio

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O ex-ministro das Relações Exteriores do Peru Augusto Blacker Miller, de 80 anos, morreu no Hospital Penal Hamilton Agostinho, localizado no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. O óbito ocorreu no dia 23 de janeiro, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, mas a confirmação oficial só foi divulgada nesta segunda-feira (02) pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, em informação repassada à agência Reuters.

Miller estava detido desde 11 de dezembro de 2025, quando foi preso pela Polícia Federal na zona sul do Rio de Janeiro. Ele era considerado foragido havia sete anos pela Justiça da Albânia, país no qual havia sido condenado por crimes relacionados a fraude financeira.

A trajetória do ex-chanceler inclui passagem pelo governo do ex-presidente Alberto Fujimori, no início da década de 1990. Em 1991, Miller ocupou o comando do Ministério das Relações Exteriores do Peru. Anos depois, em 2002, deixou o país e se mudou para Miami, nos Estados Unidos, acompanhado da esposa e dos filhos.

Em novembro de 2007, a Suprema Corte peruana condenou dez ex-ministros do governo Fujimori a penas que variavam de quatro a dez anos de prisão. Miller estava entre os condenados. Dois anos depois, em 2009, ele chegou a ser detido na Flórida por agentes do serviço de imigração norte-americano, mas acabou liberado e seguiu viagem para a Albânia.

No país europeu, foi preso em 2013 por agentes da Interpol, mas permaneceu detido por apenas um dia. Em 2017, voltou a ser condenado, desta vez a oito anos de prisão, em razão de irregularidades envolvendo um projeto de construção de um incinerador para geração de energia. As investigações apontaram que Miller teria prometido um investimento que não conseguiu executar.

Desde 2018, o ex-chanceler estava foragido. A captura em território brasileiro ocorreu por meio de uma operação do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, com apoio do setor de Capturas Internacionais da PF em Brasília.

A morte sob custódia encerra um longo histórico de processos e condenações em diferentes países, marcados por acusações de fraudes financeiras e descumprimento de compromissos empresariais internacionais.

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da Redação