URGENTE: Ex-presidente da Rioprevidência é preso pela PF e PRF
03/02/2026 às 12:36 Polícia
Agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal prenderam nesta terça-feira (3/2) o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes. A detenção ocorre no contexto das apurações que investigam aportes realizados pelo fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro no Banco Master.
Antunes havia deixado o cargo em janeiro, depois de se tornar alvo de uma investigação que apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos e corrupção. O foco das autoridades recai sobre investimentos considerados de alto risco feitos durante sua gestão e a de outros ex-dirigentes do instituto.
Entre 2023 e 2024, o Rioprevidência aplicou quase R$ 1 bilhão em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Esses títulos, voltados tradicionalmente a investidores profissionais, não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e apresentam elevado nível de risco, o que levantou questionamentos sobre a adequação dessas aplicações ao perfil previdenciário do fundo.
Segundo a Polícia Federal, ao menos nove operações financeiras realizadas nesse período teriam colocado em perigo os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores públicos estaduais. As autoridades apuram se houve ausência de respaldo técnico e desvio da finalidade legal do instituto.
Aportes sob alerta e intervenção do TCE-RJ
Os investimentos no Banco Master já vinham sendo alvo de críticas e alertas há mais de um ano. Em outubro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro analisou as operações e determinou a proibição de novos aportes do Rioprevidência em títulos administrados pela instituição financeira.
Na decisão, o TCE-RJ apontou indícios de gestão temerária e possível irresponsabilidade na condução dos recursos previdenciários. Mesmo com o veto, os investimentos continuaram a pesar nas decisões administrativas do fundo e permaneceram sob escrutínio dos órgãos de controle.
Operação Barco de Papel
A prisão de Antunes está relacionada à Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal para investigar as irregularidades envolvendo os aportes do Rioprevidência no Banco Master. O inquérito apura uma série de crimes, incluindo gestão fraudulenta, delitos contra o sistema financeiro nacional, desvio de recursos públicos, indução da administração pública a erro, fraude a investidores, associação criminosa e corrupção passiva.
Além do ex-presidente do fundo, também foram alvos da operação o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal. Ambos deixaram seus cargos à medida que as investigações avançaram.
Viagem ao exterior e suspeita de antecipação
Há indícios de que Deivis Marcon Antunes tinha conhecimento prévio da possibilidade de uma operação policial. Em meados de janeiro, ele passou a evitar sua residência no Rio de Janeiro e, no dia 15, deixou o país com destino aos Estados Unidos.
Em nota divulgada anteriormente, o Rioprevidência informou que o então presidente estaria em período de férias previamente programadas desde novembro de 2025. Como a fase inicial da Operação Barco de Papel previa apenas mandados de busca e apreensão, Antunes não era considerado foragido naquele momento.
Com o avanço das diligências, contudo, a Polícia Federal confirmou a prisão nesta terça-feira, ampliando o alcance da operação.
Papéis de longo prazo e risco incompatível
De acordo com informações do próprio Rioprevidência, as Letras Financeiras adquiridas foram emitidas entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034. Investigadores avaliam que o perfil desses papéis, de longo prazo e alto risco, é incompatível com a natureza previdenciária do fundo.
A PF apura se as decisões de investimento contrariaram normas técnicas e legais, expondo o patrimônio dos servidores estaduais a riscos excessivos. As defesas dos investigados não foram localizadas até o momento, e o espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
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da Redação