A reunião entre Lula e Trump se aproxima, mas os motivos não estão bem claros
17/02/2026 às 08:25 Opinião
O anúncio da viagem de Lula aos Estados Unidos, marcada para março de 2026, já causa estranheza.
Oficialmente, o encontro com Donald Trump seria para “fortalecer relações bilaterais” e discutir temas como economia, segurança e multilateralismo.
Mas os bastidores revelam que os motivos reais não estão tão claros assim.
Antes mesmo da viagem, Lula e Trump já haviam conversado por telefone.
O Planalto divulgou que trataram de Venezuela, Conselho da Paz e combate ao crime organizado. Mas analistas apontam que a pauta oculta é outra: blindar o processo eleitoral brasileiro contra qualquer influência externa.
A leitura política é direta: Lula teme que o Brasil se torne alvo de pressões internacionais durante as eleições de 2026. O simples fato de precisar de uma reunião nesse tom já mostra o receio do governo de perder o controle.
E é aí que o rosnado ecoa: um presidente que deveria confiar na soberania nacional vai pedir “benção” em Washington?
O contraste é gritante:
- De um lado, o discurso oficial de “relações bilaterais”.
- Do outro, a suspeita de que Lula busca garantir que Trump não interfira no processo eleitoral brasileiro.
Seja qual for a versão verdadeira, o encontro expõe uma fragilidade: o medo de que a 'democracia brasileira' não se sustente sem acordos de bastidores.
O povo precisa estar atento.
Quando os motivos de uma reunião entre chefes de Estado não são claros, é porque há mais em jogo do que se revela. O Brasil não pode aceitar que sua soberania seja tratada como moeda de troca em conversas secretas.
Lula e Trump se reunirão em março. O encontro está confirmado. Mas os motivos — esses continuam envoltos em silêncio e desconfiança.
Talvez a chave da sala especial no TSE, de acompanhamento do escrutínio, eles não queiram emprestar para TRUMP.
Jayme Rizolli
Jornalista.