Finalmente, o Congresso fez a sua parte, agora é esperar por Alcolumbre

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O pedido de CPMI do Banco Master foi protocolado com um feito inédito: 42 senadores e 238 deputados federais assinaram o requerimento. São 280 parlamentares exigindo investigação.

Um recorde que mostra a força do Parlamento e a indignação da sociedade diante de mais um escândalo que não pode ser varrido para debaixo do tapete.

O deputado Carlos Jordy, autor do requerimento, celebrou:

“Alcançamos um recorde histórico de assinaturas para a instalação de uma CPMI. Isso mostra que o Parlamento brasileiro está atento e comprometido em investigar esse escândalo que causa indignação na população. Não podemos permitir que fatos dessa dimensão fiquem sem resposta. A sociedade exige transparência e nós vamos entregá-la.”

O PESO DA DECISÃO

Agora, o destino da CPMI está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. E é aqui que mora o perigo.

Alcolumbre tem histórico de sentar em cima de pedidos — inclusive de impeachment — deixando-os mofar em gavetas enquanto o país clama por respostas.

A pergunta que ecoa é simples: será que este pedido, mesmo com recorde de apoio, vai virar mais um papel esquecido sob o peso da inércia?

A INEFICIÊNCIA QUE CORRÓI

O Congresso fez sua parte. Deputados e senadores mostraram que estão atentos e dispostos a investigar. Mas de nada adianta se o Senado se transforma em um cemitério de requerimentos.

A ineficiência de Alcolumbre não é apenas burocrática — é política, é institucional, é um ataque silencioso à democracia.

Cada pedido ignorado é um tapa na cara da sociedade. Cada protocolo engavetado é uma negação da transparência. Cada silêncio é cúmplice da impunidade.

A HORA DA VERDADE

O Brasil não pode ser refém da paralisia de um homem. O Senado não é propriedade privada de seu presidente. O recorde de assinaturas não pode virar estatística inútil.

Se Alcolumbre repetir o roteiro da omissão, estará rasgando o compromisso com a democracia e mostrando que, no Brasil, até recordes históricos podem ser enterrados pela inércia de quem deveria servir ao povo.

O Congresso fez a sua parte. Agora é esperar para ver se Alcolumbre vai honrar o cargo ou se vai, mais uma vez, sentar em cima da vontade popular. Se repetir a omissão, será cúmplice da impunidade.

O Brasil não precisa de gavetas cheias, precisa de respostas.

Foto de Jayme Rizolli

Jayme Rizolli

Jornalista.