Situação penal de Pedro Turra muda com a morte de adolescente

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O ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso (19), deverá responder por lesão corporal seguida de morte após o falecimento do estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16. O adolescente morreu neste sábado (7) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, no Distrito Federal. A nova tipificação penal prevê pena de até 12 anos de reclusão.

Rodrigo estava internado em estado crítico desde 22 de janeiro, quando sofreu traumatismo craniano grave durante uma briga em Vicente Pires. O inquérito, conduzido pela 38ª Delegacia de Polícia, já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A lesão corporal seguida de morte, prevista no artigo 129, parágrafo 3º do Código Penal, ocorre quando há intenção de agredir, mas o resultado morte acontece sem essa intenção direta. Este crime preterdoloso tem pena que varia entre 4 e 12 anos de prisão.

Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro, quando foi detido em sua residência. Anteriormente, ele havia sido liberado após pagamento de fiança de R$ 24 mil, mas permanece sob custódia após o agravamento do caso.

De acordo com as investigações, o conflito começou quando Turra arremessou um chiclete já mascado em direção a um amigo de Rodrigo, gerando provocações que resultaram em agressão física. Vídeos mostram o momento em que o ex-piloto golpeou o adolescente, que ao cair, bateu a cabeça contra um carro, perdendo a consciência e apresentando sangramento.

Após a repercussão do caso, outras ocorrências policiais envolvendo Turra foram reveladas. Entre elas, uma agressão em praça pública após discussão, um confronto no trânsito com um motorista de 49 anos e uma denúncia de coação contra uma adolescente em festa, possível violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente. As autoridades de Vicente Pires continuam investigando esses casos.

Familiares e amigos de Rodrigo realizam homenagens nas redes sociais e organizaram vigílias em frente à escola onde o adolescente estudava. Os parentes da vítima pedem justiça enquanto aguardam os desdobramentos do processo no MPDFT.

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da Redação