João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

Limitações - ponderações de um cachorro cadeirante

Toyzinho rasga o verbo

"No decorrer do vidão, aprendemos de tudo.

O tempo vai passando e a experiência insiste em demonstrar coisas que novinhos não percebíamos, alguns exemplos:

a) Que tudo na vida obedece certa dinâmica;

b) Que tal dinâmica empresta caráter temporário a tudo, absolutamente tudo;

c) Que embora muitos conceitos que nos tenham sido ensinados como “verdades”, mais tempo, menos tempo, caem por terra;

d) Que é a luz que dá utilidade ao espelho;

e) Que à sombra da ignorância sequer distinguimos a forma do conteúdo;

f) Que pra quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve;

g) E que pra quem não traça um destino, uma meta ou objetivo, inclusive a inércia serve;

h) Que o trabalho e o esforço que demandam a correção de um vício próprio, conduzem à certeza de que mudar o outro configura violência de ineficácia absoluta;

i) Que aqueles que se acomodam diante da dificuldade, a tomam como pretexto à constrangedora vitimização permanente;

j) Enquanto outros a tomam como estímulo desafiador, como degrau duma escada infinita, como oportunidade de alcançar patamar superior e temporário.

A lista não tem fim, mas já basta para o cumprimento do objetivo deste post.

Fique claro que não há certo ou errado, verdades ou mentiras, mitos ou fatos generalizados nas ponderações que seguem abaixo, e nas conclusões (todas distintas entre si) que cada um haverá de tomar depois passar os olhos aqui... ou não.

Estão certas as pessoas que se acomodam diante da necessidade de adaptarem-se, pois é tempo de lamúria e autopiedade. Que ninguém ouse cobrá-los otimismo, disposição ou reação.

“Cada um sabe onde o calo lhe aperta.”

“Antes de me criticar, calce minha bota, percorra meus caminhos...”..

Está tudo certo.

Desde menino que tenho nas limitações o combustível à permanente e intransigente luta para sua superação. Algo que me faz sentir honrado com sua presença obstaculosa diante de mim, embarreirando meu caminhar.

Ocorre que sempre que uma limitação se coloca à minha frente, ela interrompe sim, a jornada horizontal, obrigando-me à elevar-me.

Diante da dificuldade temos dois, e só dois caminhos: sentar, chorar e acomodar-se para permanecer ali, numa condição que não nos deixa satisfeitos – levando uma vidinha... mais ou menos; Ou, usar a criatividade para contornar a limitação, caso não dê ainda pra superar.

De muitas opções dispõem os dispostos, os ativos e inconformados. Uma só tem o preguiçoso, pessimista e deprimido.

Tudo isso me leva a concluir que a limitação não passa de um conceito frágil, temporário e instigante, pra uns; e um consolo que serve de objeto a toda sorte de lamúria e vitimização que o conformado utiliza pra justificar sua inércia.

Pra onde você anda, pros lados ou pra cima?

Qual a sua atitude (postura) diante dum obstáculo?

Noutro post contarei minha história antes de conhecer meus pais, Luizinho e Ana. A quem devo o poder ser feliz e cada gesto do meu rabo abanando; ser bravo pra defende-los, me dando utilidade.

Obrigado, papai e mamãe. Obrigado, tio João Henrique, por traduzir o fruto da minha experiência de vida, bem como a razão dela pulsar.

Bom dia, a todos.

Toyzinho Bittencourt"

João Henrique de Miranda Sá https://www.facebook.com/jhmirandasa/

João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

Siga-nos no Twitter!

Mais de João Henrique de Miranda Sá

Comentários