

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), já avisou a dirigentes petistas que não pretende se candidatar a nenhum cargo caso seja retirado da chapa em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará reeleição.
Petistas vislumbravam a possibilidade de o vice-presidente, que governou São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, se candidatar a governador ou senador no estado em chapa com o petista Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e com a emedebista Simone Tebet, ministra do Planejamento.
Recentemente, o próprio Lula passou a dar sinais nos bastidores de que poderia rever o formato de sua chapa. Na quinta-feira (5), o petista indicou isso publicamente.
"Temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo".
O plano de Lula, com uma possível alteração em sua chapa, não seria apenas fortalecer sua campanha em São Paulo. Ele poderia, também, oferecer a vice para outro partido como forma de agregar mais apoio à sua coligação nacional.
Não deu certo. Alckmin já arrepiou. Percebeu o golpe. Sua vontade é continuar presente na cena do crime.
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